Anthony Garotinho, ex-governador do Rio de Janeiro, afirmou que está disposto a concorrer ao mandato-tampão do Governo do Estado, caso o Supremo Tribunal Federal (STF) decida que a eleição será realizada de forma direta.
Em um vídeo divulgado em suas redes sociais nesta segunda-feira, Garotinho revelou que recebeu a indicação do Republicanos para representar o partido em uma possível eleição extraordinária.
O ex-governador mencionou que essa decisão foi tomada pela liderança da legenda. No vídeo, ele expressa sua gratidão ao presidente regional e à direção nacional do Republicanos pela confiança depositada e afirma estar preparado para retornar ao cenário eleitoral.
“Meu partido, os Republicanos, decidiu que, se as eleições forem convocadas agora, meu nome será o indicado para a disputa”, declarou Anthony Garotinho.
Durante sua fala, Garotinho adotou um tom contundente ao criticar o cenário político estadual, associando sua possível candidatura a um confronto direto com o grupo que, segundo suas palavras, controla o Rio de Janeiro. “Estou pronto para combater essa máfia que domina o estado e aquela outra que busca controlá-lo”, disse ele.
A declaração ocorre em um momento de crescente expectativa sobre a decisão do STF quanto ao método de escolha do próximo governador, no contexto da crise sucessória enfrentada pelo estado. A questão central da disputa judicial é se o mandato-tampão será escolhido por meio de votação indireta na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) ou por sufrágio direto da população.
Defendendo a escolha direta, Garotinho argumentou que uma eleição indireta seria incoerente dada a gravidade das denúncias e o recente panorama político no estado. “Seria uma incoerência permitir que, após toda essa corrupção no Estado, o próximo governador fosse eleito indiretamente. Isso seria premiar os criminosos envolvidos no desvio dos recursos públicos do Rio”, expressou Anthony Garotinho.
No mesmo vídeo, ele também destacou que o verdadeiro problema enfrentado pelo Rio de Janeiro não é a falta de informações sobre corrupção, mas sim a ausência de coragem para enfrentar esses problemas. “Não faltam informações sobre o que acontece aqui. Todos conhecem quem está roubando e quem se beneficia disso. O que realmente falta é coragem”, afirmou.
A manifestação torna explícita a intenção de Garotinho em participar da corrida sucessória fluminense, mas sua candidatura depende do resultado do julgamento no Supremo. Caso a Corte decida pela eleição direta, o Republicanos já indicou sua intenção de lançar uma candidatura própria com Garotinho à frente da chapa.