No mercado imobiliário do Rio de Janeiro, uma prática crescente tem gerado preocupações quanto a questões legais e financeiras: cerca de 50% dos proprietários de imóveis na cidade têm optado por estabelecer contratos sem a supervisão de cartórios ou profissionais da área. De acordo com um estudo realizado pelo QuintoAndar, 45% dos proprietários firmaram seus últimos acordos diretamente, ignorando etapas que poderiam oferecer maior segurança às transações. Essas informações foram extraídas do Blog do Ancelmo.
Entre os contratos feitos sem a intervenção de intermediários, 33% foram elaborados sem o reconhecimento de firma, um procedimento que garante a autenticidade das assinaturas, enquanto 12% foram baseados apenas em acordos verbais, desprovidos de qualquer documentação oficial. Assim, essas negociações dependem exclusivamente da confiança entre locador e inquilino.
A opção por esses acordos informais é frequentemente motivada pela busca de economia e a intenção de evitar processos burocráticos. Os custos de taxas cartoriais, os honorários cobrados por imobiliárias e as demoras nos trâmites formais são fatores que impulsionam muitos proprietários a procurar alternativas para alugar ou vender seus imóveis.
No entanto, essa falta de formalidade pode acarretar sérias repercussões. A ausência de contratos devidamente formalizados ou legalizados eleva os riscos relacionados à inadimplência, disputas judiciais e dificuldades em comprovar direitos em situações conflituosas. Questões como danos ao imóvel, atrasos nos pagamentos ou rescisões antecipadas tornam-se mais complicadas na ausência de documentos adequados.