Home NotíciasFirjan estima investimentos superiores a meio trilhão de reais no Rio de Janeiro até 2028.

Firjan estima investimentos superiores a meio trilhão de reais no Rio de Janeiro até 2028.

por Amanda Clark

O Estado do Rio de Janeiro pode receber R$ 526,3 bilhões em investimentos públicos e privados até 2028, segundo o estudo “Panorama dos Investimentos no Estado do Rio de Janeiro 2026-2028”, elaborado pela Firjan. Desse total, R$ 327,6 bilhões se referem a projetos já mapeados como em andamento, enquanto outros R$ 198,7 bilhões aparecem como investimentos potenciais.

O levantamento mostra ainda que 25 projetos em curso contam com participação direta de empresas estrangeiras, somando R$ 104,5 bilhões. Para a federação, esse volume reforça a posição do Rio como uma das áreas de maior concentração de investimentos do país, com peso especial nos setores de energia, logística, infraestrutura e indústria.

Ao comentar o estudo, o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, destacou o fortalecimento de duas vocações estratégicas do estado: a de hub de energia e a de hub logístico. A avaliação da entidade é que esse movimento pode irradiar efeitos para outras cadeias produtivas e ampliar a capacidade de atração de negócios no território fluminense.

Na fase de implementação dos projetos, a estimativa é de cerca de 607 mil trabalhadores ocupados por ano. Já na fase de operação, quando os empreendimentos estiverem funcionando, a demanda projetada sobe para aproximadamente 638 mil postos de trabalho, consolidando um impacto mais permanente sobre o mercado.

O estudo também aponta reflexos na arrecadação. Segundo a Firjan, os investimentos podem gerar R$ 6,4 bilhões em receitas fiscais durante a execução dos projetos e cerca de R$ 3,8 bilhões por ano na etapa operacional. A leitura da federação é que esses números ajudam a medir o peso econômico da carteira de empreendimentos prevista para o triênio.

Entre os investimentos já em andamento, o setor de Energia lidera com folga, concentrando R$ 215,7 bilhões, ou 65,8% do total confirmado. Dentro desse bloco, o maior destaque é a cadeia de petróleo e gás, com aportes de grupos como Petrobras, Shell e Equinor, além da extensão da vida útil de Angra 1.

Em Infraestrutura, o estudo calcula R$ 41 bilhões em aportes no período, puxados por obras em concessões rodoviárias como Rio-São Paulo, Rio-Valadares e a nova concessão da BR-040, além da renovação da Malha Sudeste, investimentos no Porto de Itaguaí, nos terminais do Porto do Rio e na segunda fase do Anel Viário de Campo Grande.

Na Indústria de Transformação, a carteira em andamento soma R$ 25,6 bilhões. Um dos principais projetos listados é o PROSUB, programa de desenvolvimento de submarinos da Marinha do Brasil, além de investimentos privados como a planta de derivados no Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí, e a expansão da Braskem em Duque de Caxias.

Em Desenvolvimento Urbano, o estudo aponta R$ 20,3 bilhões, com destaque para os aportes das concessionárias de saneamento após a concessão da Cedae. Já a categoria de outros setores, que reúne áreas como saúde e segurança pública, responde por cerca de R$ 25 bilhões.

No recorte regional dos investimentos confirmados, os maiores volumes aparecem nos projetos offshore, com R$ 197,6 bilhões, e nas iniciativas multirregionais, com R$ 32,8 bilhões. Entre as regiões do estado, o Leste Fluminense lidera com R$ 28,4 bilhões, seguido pela capital, com R$ 19,7 bilhões, e pelo Sul Fluminense, com R$ 12,9 bilhões.

No caso da cidade do Rio, o estudo destaca projetos como o Imagine, a nova sede do consulado dos Estados Unidos, a conclusão da estação Gávea do metrô, a segunda fase do Anel Viário de Campo Grande e obras de urbanização e mobilidade conduzidas pela prefeitura.

A carteira de investimentos potenciais, por sua vez, reúne 79 projetos que ainda dependem de condições como licenciamento ou estruturação de financiamento. Entre eles, a Firjan cita a possível retomada de Angra 3, a implantação do Terminal de Ponta Negra, em Maricá, conhecido como Porto de Jaconé, e o Anel Ferroviário do Sudeste (EF-118).

O estudo completo está disponível no Observatório Firjan, em painel interativo com recortes setoriais e regionais. Para a federação, o mapeamento ajuda a orientar planejamento, promoção do desenvolvimento regional e apoio ao empresariado fluminense em um momento em que o estado tenta reforçar seu papel na economia nacional.

Postagens relacionadas

Deixe um comentário

Are you sure want to unlock this post?
Unlock left : 0
Are you sure want to cancel subscription?
-
00:00
00:00
Update Required Flash plugin
-
00:00
00:00