Relatos de foliões de Niterói apontam situações de violência e superlotação em diversos setores da Passarela Popular. Uma foliã se indignou com a lotação no setor 9, enquanto outro grupo de amigos presenciou xingamentos e agressões no setor 12. Além disso, no setor 2, uma fileira inteira na arquibancada foi interditada devido a um show pirotécnico, deixando espectadores sem espaço para se acomodar. Também foram feitas denúncias de excesso de público nos camarotes.
Apesar de momentos marcantes, como a homenagem ao mestre Ciça pela escola de samba Unidos do Viradouro, o desfile da Liesa em 2026 foi marcado por falhas inaceitáveis. Questões de segurança, conforto e organização comprometeram o espetáculo.
Um dos presentes, uma jornalista de Niterói, foi agredida com um saco de gelo na cabeça após uma discussão por espaço. Essa situação revela um ambiente hostil e falta de senso coletivo em um espaço historicamente dedicado às artes e à boa convivência.
Ao longo dos anos, a Avenida Marquês de Sapucaí sempre foi conhecida pela alegria e pela harmonia entre os foliões. No entanto, parece que algo mudou, e é importante não naturalizar esse tipo de comportamento violento.
O presidente da Liga, Gabriel David, deve ficar atento a essas questões. Se a superlotação e as agressões não forem tratadas com seriedade, problemas maiores podem surgir no próximo carnaval. Reduzir a venda de ingressos pode não ser uma medida popular, mas é fundamental para preservar a essência da Sapucaí: encantar sem violência.