Home NotíciasSecretaria de Saúde da cidade emite comunicado com diretrizes para evitar paralisação; profissionais questionam decisão

Secretaria de Saúde da cidade emite comunicado com diretrizes para evitar paralisação; profissionais questionam decisão

por Amanda Clark

A situação da greve na saúde pública do município do Rio de Janeiro continua sem solução. Nesta terça-feira (03/03), um ofício assinado pelo subsecretário de atenção primária, Renato Cony, foi enviado aos médicos e enfermeiros na tentativa de acabar com a paralisação. No entanto, o sindicato da categoria não concordou com as propostas apresentadas.

Entre as recomendações enviadas no ofício da Secretaria Municipal de Saúde através da sub de atenção primária estão:

As equipes afetadas pela greve não devem sobrecarregar as demais com atividades eletivas que possam ser adiadas. Para os casos urgentes, o gestor da unidade estará responsável por encaminhar o acolhimento para outra equipe de saúde da família.

No ofício, é proibido:a. Impedir a entrada de profissionais na unidade;b. Impedir a entrada de pacientes na unidade;c. Fazer manifestações individuais ou em grupo nas dependências da unidade de saúde;d. Colocar cartazes, adesivos ou qualquer outro material nas unidades;e. Usar logotipos, marcas e contas oficiais em redes sociais para divulgar informações ou orientações relacionadas à greve, a menos que seja recomendado pela CAP ou Assessoria de Comunicação Social.

O descumprimento das orientações ou possíveis excessos devem ser registrados e reportados à Coordenação da CAP e ao setor de recursos humanos da Organização Social para as medidas necessárias.

As declarações à imprensa por gestores municipais devem ocorrer com conhecimento e supervisão da Assessoria e Comunicação Social da SMS-Rio.

O ofício completo pode ser acessado aqui

Por outro lado, em nota, o Sindicato dos Médicos do Rio Janeiro (SINMED/RJ) afirmou que “no dia 02 de março de 2026, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro emitiu o O?cio SMS nº 5620/2026, assinado pelo Subsecretário de Promoção, Atenção Primária e Vigilância em Saúde, contendo orientações aos gestores das unidades sobre o funcionamento durante o período de greve.

Este ofício é uma resposta direta àquele documento. Nosso objetivo é simples: que você, ao terminar de ler estas linhas, saiba exatamente onde está pisando. Que você conheça seus direitos. Que você não seja intimidado(a) por determinações que extrapolam os limites da lei. E que você continue a greve com a consciência tranquila de quem age dentro da legalidade, da ética e da responsabilidade profissional”.

A nota do SINMED completa está disponível aqui

Um mês de paralisação

Os sindicatos de médicos (Sinmed-RJ) e enfermeiros (SindEnfRJ) do Rio de Janeiro aprovaram uma greve parcial de um mês, a partir do dia 2 de março, para os profissionais que atuam em unidades municipais de saúde da família. Até 2 de abril, médicos da família e enfermeiras trabalharão em escala de trabalho 50/50.

No dia 25/02, a decisão pela greve foi confirmada como uma resposta à reunião com representantes da Prefeitura do Rio que terminou sem acordo. No dia 24, profissionais da rede se reuniram com representantes das Organizações Sociais e da Secretaria de Saúde (SMS) do Rio para uma audiência de conciliação na Justiça do Trabalho, com o objetivo de negociar um acordo sobre as reivindicações feitas pela categoria.

No entanto, os sindicatos afirmam que as conversas não avançaram. Segundo os profissionais de saúde, o poder municipal não justificou as demissões questionadas pelo sindicato e só prometeu pagar as variáveis atrasadas pendentes desde 2023 no próximo mês de junho. Não houve compromisso para quitar os valores atrasados de 2024 e 2025.

Paralisação de 70% em dias de assembleias

Os sindicatos decidiram listar novas pautas como inegociáveis para reivindicação. Entre elas, estão a reversão imediata de todas as demissões realizadas após assembleias anteriores e o fim de formas de retaliação aos grevistas, como transferências punitivas.

A greve será de 50% para garantir o funcionamento de atividades essenciais. Excepcionalmente nas datas das duas assembleias já marcadas (dias 12 de março e 02 de abril) o número de profissionais paralisados aumentará para 70%.

No dia 11/03, os representantes das categorias pretendem se reunir com os responsáveis pelas OS para alinhar detalhes do contrato trabalhista vigente.

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