A major da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Adriana Kutwak, protocolou uma representação junto ao Ministério Público Federal (MPF) direcionada a Rui Costa Pimenta, que é o presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO). O pedido fundamenta-se em manifestações públicas e postagens em redes sociais que demonstram apoio ao Hamas e ao Hezbollah.
No documento, Kutwak observa que o PCO tem feito declarações frequentes em favor do Hamas e de ações associadas ao ataque realizado em 7 de outubro de 2023 contra Israel. Naquele dia, militantes desse grupo teriam causado a morte de aproximadamente 1.200 pessoas e sequestrado 251 indivíduos para a Faixa de Gaza, conforme informações divulgadas pela imprensa internacional baseadas em dados israelenses.
A representação destaca postagens onde o partido teria utilizado a expressão “1.000% com o Hamas”. Essa frase também foi atribuída a Rui Costa Pimenta, segundo uma verificação feita pela Reuters em 2023.
Além disso, a major menciona que existem publicações nas quais o PCO descreve o dia 7 de outubro como “um dos dias mais gloriosos da história da Humanidade”. Essa afirmação foi reportada em matérias relacionadas a atos e convocações do partido acerca dessa data.
O documento solicita a abertura de um procedimento investigativo para averiguar os fatos apresentados. Também pede uma análise das postagens, declarações públicas e eventos citados. Caso o MPF considere que houve alguma conduta ilegal, Adriana Kutwak requer que os responsáveis sejam punidos.
Outro aspecto destacado no pedido é a necessidade de implementar medidas que impeçam a disseminação de discursos de ódio, apologia ao terrorismo, fomento à intolerância religiosa e antissemitismo. Agora cabe ao Ministério Público Federal decidir se dará início a uma investigação formal sobre o assunto.
Adriana Kutwak acredita que as manifestações públicas em apoio a grupos extremistas vão além do debate político. “É inaceitável que alguém defenda movimentos terroristas que cometem atos bárbaros contra civis. Esses grupos desqualificam mulheres e executam homossexuais. Apoiar essas práticas só serve para incitar ódio, violência e intolerância religiosa”, declarou ela.