A venda antecipada de uma cobertura de luxo voltou a chamar a atenção do mercado para o novo condomínio assinado pelo designer italiano Piero Lissoni no último terreno disponível para construções na orla da Barra da Tijuca. O empreendimento, lançado em fevereiro, fica na altura do posto 6 e possui cerca de 30 mil metros quadrados. A área, que anteriormente pertencia ao banqueiro Aloysio de Andrade Faria, foi adquirida pela Tegra Incorporadora e era considerada uma das mais disputadas do Rio nas últimas décadas.
Quando ainda estava vivo, o bilionário, que já figurou na lista dos homens mais ricos da revista Forbes, tinha planos para um complexo com hotel e shopping. No entanto, após sua morte em 2020, a área foi colocada à venda pelas herdeiras por R$ 370 milhões, o que contribui para a elevação dos preços do empreendimento. Com um Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 1,8 bilhão, o condomínio contará com 132 unidades de diferentes tipologias, com variação significativa de metragens e valores.
Os apartamentos mais acessíveis têm cerca de 263 metros quadrados, com quatro suítes e três vagas de garagem, e começam em torno de R$ 7,9 milhões. Já as unidades de frente para o mar atingem valores mais altos. Apartamentos de até 506 metros quadrados, com cinco suítes e cinco vagas, chegam a custar R$ 27,9 milhões.
No topo da estrutura estão as coberturas lineares, que podem chegar a 1.042 metros quadrados. Foi nesse segmento que ocorreu a primeira transação, até agora a mais cara, envolvendo uma unidade negociada por cerca de R$ 50 milhões, antes mesmo da apresentação oficial dos decorados.
O projeto prevê torres com frente direta para a praia, denominadas Sole e Mare, ambas com dez pavimentos e localizadas na parte mais valiosa do terreno. A proposta segue a tendência do mercado de ultra luxo, onde exclusividade, baixa densidade e vista definitiva são tão importantes quanto a metragem.
A previsão é que a entrega das unidades ocorra em 2029.