No Rio de Janeiro, uma nova iniciativa pode permitir que táxis dirigidos por mulheres recebam uma marcação visual diferenciada. A sugestão foi apresentada pela vereadora Vera Lins, do Progressistas, que preside a Comissão de Defesa do Consumidor na Câmara Municipal. Ela propôs um projeto de lei que autoriza a adição de um elemento na cor rosa ao lado da faixa azul já utilizada nos veículos de táxi.
A principal intenção dessa proposta é facilitar a identificação dos carros operados por mulheres, preservando ao mesmo tempo o padrão visual atual do serviço de táxi na cidade. Conforme a proposta, a nova sinalização seria colocada ao lado da faixa lateral azul, garantindo a continuidade da identidade visual oficial da frota.
Vera Lins destaca que o intuito é aumentar a segurança tanto das passageiras quanto das motoristas, em resposta aos casos de assédio moral, assédio sexual e outras formas de violência denunciadas no transporte urbano. “Nosso maior objetivo é assegurar um ambiente de trabalho protegido para as mulheres taxistas, que diariamente enfrentam diversos riscos em sua profissão. Além disso, queremos promover a segurança das passageiras que utilizam o serviço, seja sozinhas ou acompanhadas por suas famílias. Diante do crescimento dos casos de assédio moral e sexual enfrentados pelas mulheres em diferentes modais de transporte, essa identificação na cor rosa proporcionará maior segurança e tranquilidade para as passageiras e para as profissionais; dessa forma, estaremos estabelecendo um compromisso social e pela segurança de gênero”, afirmou Vera Lins.
O projeto também determina que as especificações técnicas para a aplicação da cor rosa — incluindo formato, largura e posição exata — serão definidas pela Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), através da Superintendência Executiva de Táxis e Transportes Individuais (SETT).
A nova padronização visual estará vinculada ao Programa Táxi Amarelinho Faixa Rosa, que ainda necessita ser criado e regulamentado pelo Poder Executivo. Na prática, esta proposta visa criar uma sinalização clara e eficaz sobre um tema cada vez mais relevante nas discussões acerca da mobilidade urbana: a segurança das mulheres durante seus deslocamentos pela cidade, tanto como motoristas quanto como passageiras.