Nesta terça-feira (7), a Polícia Civil deu continuidade à Operação Caminhos do Cobre, em São João de Meriti, localizada na Baixada Fluminense. Essa ação tem como objetivo combater o esquema de receptação e revenda de materiais metálicos que foram furtados, um crime que impacta diretamente serviços essenciais no estado.
A operação é liderada por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), com a colaboração de outras unidades e do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE). Os policiais estão cumprindo mandados de busca e apreensão contra suspeitos identificados como parte desse mercado ilegal.
Até o presente momento, três indivíduos foram detidos. Durante a ação, também foram apreendidos cabos de cobre, cuja contagem ainda está em andamento, além de substâncias entorpecentes encontradas nas investigações.
As apurações revelam a existência de uma organização criminosa dedicada ao furto de cabos de cobre e alumínio. Após os roubos, esses materiais eram enviados para pontos clandestinos que realizavam a compra e venda irregular desses bens.
A dinâmica desse esquema já é conhecida pelas autoridades competentes. Os furtos afetam estruturas urbanas e redes de serviços públicos, enquanto ferros-velhos e estabelecimentos não regulamentados facilitam a circulação dos materiais, perpetuando esse ciclo criminoso. A operação visa desmantelar essa rede.
Conforme informado pela Polícia Civil, as investigações prosseguem com o intuito de identificar outros envolvidos e expandir o alcance das apurações.
Lançada em setembro de 2024, a Operação Caminhos do Cobre se firmou como uma iniciativa contínua no combate ao furto e à receptação de metais. Seu principal enfoque é enfrentar uma modalidade criminosa que afeta o cotidiano da população, especialmente ao interromper o fornecimento de energia elétrica e comprometer outros serviços públicos essenciais.
Desde seu início, a operação já contabilizou mais de 430 fiscalizações em ferros-velhos. Ao longo deste período, mais de 200 indivíduos foram detidos e mais de 300 toneladas de fios de cobre e outros metais foram apreendidas.
A ação também avançou no âmbito patrimonial. Segundo o relatório oficial, a Justiça foi acionada para bloquear aproximadamente R$ 240 milhões em bens e valores relacionados às atividades investigadas.