Na manhã desta quarta-feira (25), a presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Cármen Lúcia, anunciou que a cassação de Rodrigo Bacellar terá efeito imediato. Durante a sessão extraordinária, foi confirmada a perda do mandato do deputado e a necessidade de retotalização dos votos da eleição proporcional de 2022. Já no caso de Cláudio Castro, a execução imediata não se aplica devido à sua renúncia ao governo antes do término do julgamento no dia 23.
Cármen Lúcia afirmou que “há perda do mandato e necessidade de retotalização dos votos” para o deputado Bacellar. Com isso, a vaga na Alerj fica aberta imediatamente e a Assembleia pode iniciar o processo para escolher um novo presidente. De acordo com as regras da Casa, a eleição deve ocorrer em até cinco sessões legislativas.
A retotalização dos votos também poderá impactar a composição da Assembleia. A anulação dos votos de Bacellar, eleito pelo PL em 2022, pode afetar a distribuição das cadeiras do partido e possibilitar mudanças na bancada, como a posse de Comte Bittencourt, do Cidadania.
Na corrida pela presidência da Alerj, Douglas Ruas desponta como o nome mais forte do campo governista e do PL. O deputado retornou à Casa esta semana, após deixar a Secretaria das Cidades, e já está envolvido em articulações políticas. Visto como aposta do grupo de Flávio Bolsonaro, Ruas é considerado um possível candidato na disputa pela presidência da Assembleia.
O favoritismo de Douglas Ruas não se dá apenas pela conjuntura atual. Ele vinha ganhando destaque no grupo de Cláudio Castro e, com a saída de Bacellar, seu capital político passa a ser relevante na disputa pelo comando da Assembleia. No momento, Ruas é o líder nesse cenário.
Com informações do portal Tempo Real