Home NotíciasApós polêmica no Banco Master, liderança do Rioprevidência é renovada

Após polêmica no Banco Master, liderança do Rioprevidência é renovada

por Amanda Clark

O Governo do Estado anunciou, nesta segunda-feira (2), a nomeação de novos dirigentes para o Rioprevidência, após o escândalo envolvendo aplicações financeiras em títulos do Banco Master. Essa substituição dos gerentes ocorre após uma série de exonerações e da prisão do ex-presidente da autarquia, além dos alertas feitos por diferentes órgãos sobre os riscos dos investimentos.

Luiz Henrique Ampuero foi nomeado para a Diretoria de Administração e Finanças, no lugar de Oberdan Pereira Manoel Júnior, enquanto Andreza da Silva Almeida assumiu a Gerência de Controle Interno e Auditoria, substituindo a advogada Barbara Schelble. Essa mudança na estrutura administrativa é vista como uma tentativa de restabelecer a governança do fundo, responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de aproximadamente 235 mil servidores estaduais.

Os alertas sobre os riscos das aplicações ignorados pelo governo resultaram na crise que levou à investigação da Polícia Federal sobre o Rioprevidência. Antes disso, a Alerj e o TCE já haviam alertado formalmente sobre os perigos de manter investimentos concentrados em títulos de alto risco sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Apesar disso, durante a gestão anterior, o fundo realizou nove aplicações totalizando quase R$ 1 bilhão em papéis ligados ao Banco Master, ignorando critérios básicos de segurança e liquidez e expondo o patrimônio previdenciário a perdas significativas, de acordo com as investigações em andamento.

No mês passado, o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, que já havia sido exonerado, foi preso em uma operação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. Ele é investigado por suspeitas de gestão fraudulenta, corrupção e desvio de recursos, relacionados aos investimentos feitos.

As investigações buscam esclarecer a legalidade das aplicações e a possível responsabilidade dos gestores nas autorizações das operações, além de identificar se houve favorecimento indevido ou pagamento de vantagens ilícitas envolvendo os investimentos feitos. No que diz respeito ao ressarcimento dos valores aplicados, o governo estadual afirma ter adotado medidas administrativas e judiciais para recuperar os quase R$ 1 bilhão investidos, porém ainda não há confirmação oficial sobre a recuperação integral dessas quantias, nem um cronograma definido para recompor totalmente o patrimônio do fundo.

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