Home NotíciasMPRJ solicita a remoção do presidente interino do Rioprevidência e a congelamento de ativos na casa dos bilhões

MPRJ solicita a remoção do presidente interino do Rioprevidência e a congelamento de ativos na casa dos bilhões

por Amanda Clark

Nesta sexta-feira (10/04), o Ministério Público do Rio de Janeiro solicitou à Justiça o afastamento imediato de Nicholas Cardoso, que atualmente exerce a presidência interina do Rioprevidência. A ação também pede o bloqueio de R$ 1 bilhão em bens pertencentes ao dirigente, ao ex-presidente Deivis Marcon Antunes, ao Banco Master e à empresa PKL One.

A solicitação fundamenta-se em investigações que revelaram um investimento de R$ 118 milhões em três fundos sem a devida autorização das instituições financeiras, infringindo normas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional. Essas aplicações ocorreram no final de dezembro de 2025, após uma crise relacionada a investimentos anteriores do fundo no Banco Master.

Naquele período, Cardoso atuava como diretor de investimentos. Documentos do Conselho Fiscal já haviam sinalizado potenciais irregularidades no cumprimento das normas internas e na gestão inadequada dos recursos.

O MPRJ expressa preocupação com a permanência de Cardoso na liderança interina da autarquia, considerando o histórico recente que inclui a liquidação do Banco Master, onde foram aplicados cerca de R$ 1 bilhão pelo fundo. A promotoria argumenta que o processo de credenciamento é crucial para prevenir fraudes e assegurar a proteção dos investimentos.

Cardoso assumiu a presidência do Rioprevidência após a prisão de Deivis Antunes em fevereiro, durante uma operação da Polícia Federal. A quantia total solicitada para bloqueio compreende os R$ 970 milhões investidos no banco e os R$ 118 milhões relacionados aos novos aportes sob investigação.

Além disso, o Ministério Público questiona o modelo utilizado para recomposição do fundo, que se baseia em parcelas de empréstimos consignados por servidores públicos.

Em resposta à ação, o Rioprevidência classificou o pedido como “desarrazoado” e afirmou que ainda não recebeu notificação formal sobre o afastamento. A autarquia esclareceu que os R$ 118 milhões são recursos administrativos e não pertencem aos fundos previdenciários, o que, segundo eles, isentaria esses investimentos das mesmas regras. Além disso, destacou que os investimentos foram considerados de baixo risco e que medidas de segurança já estavam sendo implementadas.

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