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Iniciativa já removeu mais de duas mil toneladas de lixo da Baía de Guanabara

por Amanda Clark

O Projeto Águas da Guanabara alcançou um feito significativo ao remover mais de 2 mil toneladas de lixo de manguezais, praias, rios e ilhas da região. Completando seu quarto ano de atuação, a iniciativa se expande com o lançamento da 13ª fase em Magé, além da 11ª fase em São Gonçalo, Itaboraí e no distrito de Itambi, fortalecendo sua atuação em áreas estratégicas ao redor da Baía de Guanabara.

Lançado em 2022, o projeto se firmou como uma das principais iniciativas voltadas para a recuperação ambiental e transformação social no estado do Rio de Janeiro. As equipes trabalham diariamente na coleta de resíduos, retirando aproximadamente duas toneladas por dia, evitando que esses detritos continuem a prejudicar ecossistemas sensíveis e afetar a pesca local.

“Superar a marca de 2 mil toneladas retiradas demonstra o poder do projeto e nosso compromisso com a revitalização da Baía de Guanabara. Esse resultado é fruto de um esforço contínuo e do envolvimento das comunidades locais”, enfatiza Luiz Claudio Stabille Furtado, presidente da Federação dos Pescadores do Estado do Rio de Janeiro.

Desde sua criação, o Águas da Guanabara tem trabalhado diretamente na área do parque, contribuindo não apenas para a conservação ambiental, mas também para a recuperação de um espaço que sofreu severamente com o vazamento de óleo ocorrido na Baía em 2000.

Atualmente, a região já exibe sinais claros de regeneração, com o restabelecimento das áreas de manguezal e o retorno de diversas espécies tanto avícolas quanto marinhas.

Impacto ambiental e social

Mais do que apenas números impressionantes, o Águas da Guanabara se destaca pelo impacto positivo nas comunidades tradicionais. Mais de 2.200 pescadores artesanais foram beneficiados até agora, participando ativamente das atividades relacionadas à coleta, triagem e monitoramento ambiental.

A iniciativa não só proporciona geração de renda como também melhora as condições laborais e promove capacitação profissional, fortalecendo a pesca artesanal que historicamente sofreu com os efeitos da poluição nas águas.

“Esse projeto transformou a vida de muitos pescadores. Estamos limpando nosso ambiente de trabalho e conseguimos levar sustento para casa com mais dignidade”, declara Gilberto Alves, presidente da colônia Z8 localizada em São Gonçalo.

Além dos benefícios financeiros gerados pela retirada dos resíduos, essa ação também favorece diretamente a recuperação da fauna e flora locais. A diminuição do lixo nos manguezais e nos cursos d’água ajuda a mitigar danos às redes pesqueiras, melhora a qualidade da água e propicia o retorno de espécies essenciais para o equilíbrio ecológico.

“Ver mais de 2 mil toneladas de lixo sendo removidas do ecossistema e saber que mais de 2.200 colegas pescadores agora têm melhores condições de vida demonstra que este projeto é verdadeiramente um divisor de águas para nossa região”, conclui Elaine Cristina, presidente da colônia Z-9 em Magé.

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