Recentemente, a Refit teve sua atividade completamente paralisada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) devido ao risco de acidentes. Entretanto, a empresa obteve apoio técnico do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para não esvaziar os tanques, conforme exigido pela agência federal. De acordo com o Inea, remover o produto do parque de tancagem e transportá-lo em caminhões aumentaria o risco de ocorrências.
Em resposta a uma solicitação da Refit sobre as diretrizes da ANP para desmobilização e destinação dos produtos armazenados, a diretora de Licenciamento Ambiental do Inea, Juliana Lucia Ávila, afirmou que a transferência por rodovias apresenta riscos significativamente maiores do que o armazenamento nos tanques licenciados pelo instituto.
Segundo a diretora, o trajeto planejado para a remoção do combustível, que inclui a movimentada Avenida Brasil, aumentaria a exposição da população a possíveis acidentes devido ao intenso fluxo de veículos e alta densidade populacional na região. O Inea reforçou que a avaliação técnica foi realizada com base em estudos de análise de risco aprovados anteriormente no processo de licenciamento ambiental.
Enquanto a ANP ainda não se pronunciou sobre o destino dos tanques da Refit, o Inea ressaltou a importância de reduzir o transporte por caminhões-tanque, visando a segurança da população e do meio ambiente.