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Homem acusado de estupro coletivo entrega-se à polícia vestindo camiseta ligada a influenciador réu por crimes sexuais

por Amanda Clark

Ao se entregar à polícia, Vitor Hugo Simonin, 19 anos, acusado de participar do estupro coletivo de uma jovem de 17 anos em um apartamento em Copacabana, no dia 31 de janeiro, escolheu usar uma camiseta com os dizeres em inglês “regret nothing” (não se arrependa de nada). A atitude provocou forte revolta nas redes sociais, com internautas questionando se o jovem sentia orgulho do que fez.

“Pai atuando na pasta de direitos humanos e o filho no mais absoluto machismo e misoginia. Que tempos…”, comentou uma usuária. Outro acrescentou: “O movimento RedPill precisa ser reconhecido como crime e todos responsáveis criminalizados.”

“É revoltante! A lavagem cerebral tóxica que esses movimentos fazem na cabeça dos jovens, disseminando machismo e violência contra a mulher, é absurda”, escreveu outro internauta. Muitos reforçaram a necessidade de apoio psicológico às vítimas e de medidas de segurança pública mais efetivas.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, a frase escolhida por Simonin está ligada ao ‘mindset’ de Andrew Tate, influenciador americano-britânico conhecido por discursos misóginos e atualmente réu por estupro, tráfico de pessoas e exploração sexual de menores.

Tate é mencionado na série “Adolescência”, da Netflix, que investiga como comunidades online que disseminam ódio às mulheres exercem influência sobre jovens e se beneficiam da falta de acompanhamento familiar no consumo digital.

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Ainda de acordo com dados obtidos pelo jornal, no Rio de Janeiro, entre 2021 e 2025, houve um aumento de 93,04% no número de adolescentes identificados como autores de ocorrências relacionadas a crimes sexuais. Em 2025, foram registrados 832 jovens menores de 18 anos suspeitos de abuso, sendo a maioria das vítimas meninas.

Especialistas afirmam que a combinação de ideologias misóginas, pornografia massiva e falta de educação sexual contribui para o crescimento desses crimes.

Detalhes do caso

Filho de um ex-subsecretário do governo Cláudio Castro (PL), Simonin é réu pelo estupro coletivo e investigado por outro crime sexual. Segundo duas jovens ouvidas pelo site G1, ele tinha o hábito de tocar em partes íntimas de colegas durante aglomerações na escola e de intimidá-las com ameaças de bullying. Ele também é investigado por participar de brigas coletivas organizadas via WhatsApp.

Outros três jovens que também participaram da agressão já estão presos, e um adolescente foi apreendido. O caso de Copacabana não é isolado, os mesmos jovens teriam vitimado outras adolescentes, que relatam ter sofrido violência sexual, física e psicológica, muitas vezes registrada em vídeo pelos agressores.

O adolescente envolvido continuava frequentando o Colégio Pedro II, e, segundo familiares, chegou a rondar a irmã mais nova da vítima de Copacabana, de 12 anos. Os quatro jovens maiores de idade se entregaram à polícia e foram encaminhados ao sistema penitenciário, enquanto o adolescente foi levado ao Degase.

*Com informações da Folha de São Paulo e do site G1.

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