Home NotíciasForças brasileiras e francesas se unem em exercício anfíbio na Ilha da Maramba; confira as imagens

Forças brasileiras e francesas se unem em exercício anfíbio na Ilha da Maramba; confira as imagens

por Amanda Clark

Um total de aproximadamente 1,7 mil integrantes das forças armadas da Marinha do Brasil, da Marinha Nacional da França e da 9ª Brigada do Exército Francês estiveram envolvidos em um exercício militar na Ilha da Marambaia, localizada na Costa Verde do Rio de Janeiro. Essa atividade faz parte da Operação Jeanne d’Arc 2026, uma missão de longa duração da França que abrange diversas nações.

A mobilização incluiu a participação de submarinos, veículos anfíbios, além de recursos aéreos e terrestres, com destaque para o porta-helicópteros francês Dixmude, que foi utilizado para o transporte dos equipamentos e dos militares que participaram do treinamento.

Nos dias 27 e 28 de novembro, equipes da Agência Brasil e da Rádio Nacional estiveram presentes para acompanhar as atividades finais da missão no Rio de Janeiro.

A presença francesa nesse exercício possui uma importância estratégica significativa. O país europeu tem interesses diretos na região devido à sua colônia na Guiana Francesa, enquanto o Brasil busca consolidar sua posição como líder naval no Atlântico Sul.

Simulação de avanço do mar para a terra

No primeiro dia do exercício, os militares embarcados no Dixmude realizaram um trajeto do cais do porto no Rio de Janeiro até Itacuruçá, situado no município de Mangaratiba, também na Costa Verde. Essa fase incluiu preparativos para o adestramento anfíbio programado para o dia seguinte na Ilha da Marambaia.

Na terça-feira, as tropas participaram de exercícios combinados em ambiente anfíbio. A transição entre os cenários marítimo e terrestre foi o foco principal dessa etapa, considerada crucial em operações desse tipo.

As atividades práticas incluíram tiro ao alvo, simulações em campo minado e treinamentos de primeiros socorros. Esse intercâmbio permitiu que as forças brasileiras e francesas compartilhassem táticas e técnicas operacionais.

O comandante do 2º Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais da Marinha Brasileira, Luiz Felipe de Almeida Rodrigues, destacou a importância dessa missão para o fortalecimento das relações entre as forças armadas.

“Estamos todos evoluindo juntos. Por exemplo, utilizamos o carro lagarta anfíbio – um veículo blindado que sai do navio e vai à terra – algo que ainda não é disponível para os franceses. Em contrapartida, exploramos seus meios com embarcações de desembarque e seus carros blindados”, explicou Rodrigues.

Segundo ele, essa colaboração com os franceses proporciona um aprendizado valioso para a Marinha do Brasil.

“Operar ao lado deles com nosso porta-helicópteros Dixmude é uma oportunidade importante para adquirirmos know-how sobre a utilização de navios anfíbios”, afirmou Luiz Felipe de Almeida Rodrigues.

Dixmude: versatilidade em operação

O Dixmude é um porta-helicópteros pertencente à Marinha Nacional da França e possui quase 200 metros de comprimento. Esta embarcação tem capacidade para transportar até 650 soldados, 16 helicópteros, além de 110 veículos blindados e 13 tanques.

Com mais de 9 mil m² distribuídos em 12 andares, o navio abriga um hospital, capela, restaurante, academia e outras estruturas essenciais para longas missões.

O comandante francês Jocelyn Delrieu enfatizou as múltiplas funções que a embarcação pode exercer.

“De um lado, é um navio projetado para assalto anfíbio capaz de transportar forças do mar à terra utilizando veículos anfíbios ou helicópteros. Além disso, funciona como um hospital flutuante com recursos disponíveis para as Forças Armadas”, comentou Jocelyn Delrieu.

Ele também mencionou a relevância histórica da presença naval francesa em operações internacionais ao longo dos anos.

“Há quatro séculos a Marinha francesa opera em todos os oceanos visando proteger nossos interesses e colaborar com parceiros e aliados. Esta missão realizada aqui no Brasil e em outros locais durante cinco meses é uma demonstração dessa longa trajetória”, concluiu Jocelyn Delrieu.

A Operação Jeanne d’Arc 2026 se estenderá por cinco meses ao todo e seguirá por outros países após concluir sua etapa na costa carioca.

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