No mês passado, a Guarda Municipal do Rio de Janeiro iniciou suas operações com uma tropa de elite armada, voltada para o combate a delitos como roubos e furtos. Essa nova abordagem levanta discussões em Niterói sobre a implementação de medidas semelhantes. A proposta sugere que a atuação da Guarda se integre à Polícia Militar e à Polícia Civil, visando enfrentar os crimes de rua de forma mais eficaz.
Um dos grandes apoiadores dessa iniciativa é o vereador Renato Cariello (PDT), que coautorizou um projeto que permite o armamento da Guarda Municipal, já aprovado em primeira discussão na Câmara em maio do ano anterior. O vereador ressalta a importância de tratar essa questão com seriedade, enfatizando a necessidade de um planejamento cuidadoso.
De acordo com Cariello, o objetivo da proposta é aumentar a presença preventiva em locais com grande movimentação, como terminais de transporte, praças e centros comerciais, o que ampliaria a capacidade de resposta a incidentes cotidianos. Ele enfatiza que qualquer progresso nessa direção deve estar vinculado ao cumprimento de critérios rigorosos relacionados ao treinamento dos agentes, à definição de protocolos operacionais claros e à implementação de mecanismos que garantam controle e transparência.
Além disso, as discussões são influenciadas por recentes mudanças na interpretação jurídica acerca das funções das guardas municipais. O Supremo Tribunal Federal validou a possibilidade dessas corporações atuarem em ações voltadas para a segurança urbana, incluindo policiamento ostensivo e comunitário, contanto que se respeitem os limites estabelecidos pela Constituição. O Estatuto Geral das Guardas Municipais também menciona o porte de arma, desde que esteja alinhado às legislações específicas pertinentes.