Quem passa pelo Centro do Rio de Janeiro pode se surpreender ao ver que o VLT funciona sem fios aéreos, graças à tecnologia de Alimentação Pelo Solo (APS).
O VLT carioca não mantém os trilhos energizados constantemente, apenas liberando a corrente elétrica em pequenos trechos quando o trem passa sobre eles. Isso significa que os trilhos ficam inativos na maior parte do tempo, permitindo que pedestres transitem com segurança.
O sistema utiliza um terceiro trilho entre os dois trilhos principais, alimentado por caixas ao longo do percurso. Sensores detectam a presença do VLT e ativam a corrente apenas naquela área específica, eliminando a necessidade de cabos aéreos.
Essa tecnologia é especialmente importante em áreas históricas como o Centro, onde há restrições visuais e urbanísticas, além de contribuir para a segurança em locais com grande circulação de pessoas.
O VLT do Rio de Janeiro percorre 28 quilômetros, com 30 estações em quatro linhas. O consumo energético é de 2 a 3 kWh por quilômetro, com parte da energia armazenada em supercapacitores para aumentar a eficiência do sistema.
O segredo está em utilizar a eletricidade apenas quando necessário, tornando os trilhos seguros para passagem quando não estão ativos.
As informações são da Super Interessante.