O delegado Ângelo Lages, da 12ª DP (Copacabana), afirmou que o adolescente de 17 anos investigado por participação em um estupro coletivo na Zona Sul do Rio “é a mente por trás disso”. Uma segunda vítima também atribuiu ao menor envolvimento em um episódio de violência sexual semelhante, o que levou o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) a pedir a internação provisória do adolescente. Inicialmente, a internação não havia sido solicitada, mas diante das novas informações, o MPRJ voltou atrás.
Novas informações surgiram após a polícia comunicar o envolvimento do mesmo menor em outra investigação com pelo menos um dos adultos já indiciados no primeiro caso. A mudança de posição foi motivada pela existência de uma segunda vítima que relatou um abuso sexual em 2023.
A adolescente alegou ter sido atraída para a casa do menor e, uma vez lá, foi coagida a praticar atos sexuais por ele e outros dois homens. O abuso durou cerca de uma hora e meia, com agressões físicas e coação. A polícia acredita que o caso apresenta um modus operandi semelhante ao do crime em Copacabana.
Os quatro acusados maiores de idade pelo estupro coletivo estão detidos preventivamente. O delegado Ângelo Lages sugere que o menor de 17 anos desempenhou um papel central na articulação dos encontros, tendo a confiança das vítimas devido a relacionamentos anteriores. A investigação buscará reunir mais provas em relação à nova denúncia e a outros possíveis crimes sexuais envolvendo os mesmos investigados.
Adicionalmente, há uma terceira denúncia de violência sexual sendo apurada. O delegado expressou lamentar a falta de autorização judicial para apreender celulares e dispositivos eletrônicos dos acusados, que poderiam conter evidências relevantes para o caso. A defesa alega acusação precipitada, enquanto o delegado afirma que há provas suficientes do crime. Após a repercussão do caso, o pai de um dos investigados foi exonerado de seu cargo na Secretaria estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.