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Chacina do DF: Cinco condenados por morte de 10 familiares em maior crime da história do Distrito Federal

por amandaclark

Julgamento histórico condena mentores da maior chacina do Distrito Federal

O conselho de sentença do Fórum de Planaltina condenou cinco réus acusados de participar da maior chacina da história do Distrito Federal. Após seis dias de julgamento intenso, os jurados acolheram os argumentos do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e declararam culpados Gideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, Carlomam dos Santos Nogueira, Fabrício Silva Canhedo e Carlos Henrique Alves da Silva. A soma das condenações ultrapassa impressionantes 1.200 anos de prisão, refletindo a gravidade dos crimes perpetrados contra uma família.

Crimes que chocaram o Distrito Federal

O Ministério Público atribuiu aos réus crimes de homicídio qualificado, roubos, ocultações e destruições de cadáver, extorsões mediante sequestro, fraude processual, associação criminosa qualificada e corrupção de menor. Entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, segundo a denúncia, o grupo criminoso tentou tomar a Chácara Quilombo, localizada em Itapoã, que estava sob posse de Marcos Antônio Lopes de Oliveira. Esta ação resultou na morte do homem e de outras nove pessoas de sua família, levando a promotoria a descrever o caso como um familicídio.

Parentes das vítimas acompanharam todos os dias de julgamento no plenário e se emocionaram profundamente com o resultado. O promotor Marcelo Leite destacou o impacto emocional do caso, particularmente pelo envolvimento de crianças entre as vítimas, afirmando que a família esteve presente durante todo o processo, propiciando combustível para as argumentações do Ministério Público.

Sentenças e penas estabelecidas

Gideon Batista de Menezes, apontado como mentor da ação criminosa, recebeu a condenação mais severa: 397 anos, 8 meses e 4 dias de reclusão. Foi condenado por dez homicídios qualificados, ocultação e destruição de cadáver, corrupção de menores, sequestro e cárcere privado, extorsão mediante sequestro, constrangimento ilegal com uso de arma, associação criminosa e roubos.

Carlomam dos Santos Nogueira foi condenado a 351 anos, 1 mês e 4 dias de reclusão. Identificado por vestígios digitais no cativeiro, participou diretamente dos sequestros e mortes, sendo condenado pelos dez homicídios qualificados, extorsão mediante sequestro, corrupção de menor, ocultação e destruição de cadáver, sequestro e cárcere privado, ameaça com uso de arma, associação criminosa e roubos.

Horácio Carlos Ferreira Barbosa recebeu sentença de 300 anos, 6 meses e 2 anos de reclusão. O júri avaliou que teve participação direta na execução das vítimas e na ocultação dos corpos, sendo condenado por dez crimes de homicídio qualificado, ocultação e destruição de cadáver, corrupção de menores, extorsão mediante sequestro, sequestro e cárcere privado, constrangimento ilegal com uso de arma, associação criminosa, roubos e fraude processual.

Fabrício Canhedo Silva foi condenado a 202 anos, 6 meses e 28 dias de reclusão por cinco homicídios qualificados, extorsão mediante sequestro em relação às outras cinco vítimas, ocultação e destruição de cadáver, corrupção de menores, associação criminosa, roubos e fraude processual.

Carlos Henrique Alves da Silva recebeu a pena mais branda, considerada sua participação mais restrita no crime. Foi condenado a apenas dois anos de reclusão em regime inicial semiaberto por auxiliar o grupo no cativeiro.

O crime planejado e executado

As investigações revelaram que entre outubro de 2022 e janeiro de 2023, os acusados se associaram para tomar a Chácara Quilombo, avaliada em dois milhões de reais e sob posse de Marcos Antônio Lopes de Oliveira. O plano inicial era matar Marcos e sequestrar seus parentes para obter dinheiro da família. Em 27 de dezembro de 2022, Gideon, Horácio e Carlomam, acompanhados de um adolescente, foram à casa de Marcos, onde também estavam sua esposa Renata Juliene Belchior e sua filha Gabriela Belchior. Os três foram rendidos, e os criminosos se apoderaram de aproximadamente cinquenta mil reais.

Os detidos foram levados a um cativeiro na região do Vale do Sol, em Planaltina. Marcos foi assassinado por Gideon e Horácio e teve o corpo enterrado no terreno do cativeiro. Renata e Gabriela foram ameaçadas para fornecerem as senhas de seus celulares e contas bancárias, permitindo que o grupo acessasse informações sobre Cláudia da Rocha Marques e Ana Beatriz Marques de Oliveira, ex-mulher e outra filha de Marcos.

Execução em cascata e ocultação de provas

Entre 2 e 4 de janeiro, Gideon, Horácio e Carlomam foram às casas das outras duas vítimas, rendendo-as e levando-as ao cativeiro. Com acesso aos telefones das vítimas, o grupo decidiu que Thiago Gabriel Belchior, filho de Marcos e Renata, poderia atrapalhar seus planos e decidiu matá-lo. Por meio dos celulares, Thiago foi atraído à Chácara Quilombo, rendido por Carlomam e Carlos Henrique, e levado ao cativeiro.

Através do celular de Thiago, os criminosos contataram sua esposa Elizamar, atraindo-a com os três filhos pequenos do casal à Chácara Quilombo. A mãe e as crianças foram rendidas e levadas a Cristalina, em Goiás, onde foram estranguladas. Os corpos foram incinerados dentro do automóvel de Elizamar. Gideon, Horácio e Carlomam decidiram então matar as demais vítimas para garantir que os crimes não fossem descobertos.

Em 14 de janeiro, Renata e Gabriela foram levadas até Unaí, em Minas Gerais, onde foram estranguladas e tiveram os corpos queimados. No dia 15 de janeiro, Claudia, Ana Beatriz e Thiago foram levados a uma cisterna próxima ao cativeiro e executados a facadas. Os corpos foram escondidos na cisterna, e o grupo ateou fogo a objetos das vítimas para atrapalhar as investigações.

As dez vítimas do crime

Elizamar Silva, 39 anos, cabeleireira; Thiago Gabriel Belchior, 30 anos; Rafael da Silva, 6 anos; Rafaela da Silva, 6 anos; Gabriel da Silva, 7 anos; Renata Juliene Belchior, 52 anos; Marcos Antônio Lopes de Oliveira, 54 anos; Gabriela Belchior, 25 anos; Cláudia Regina Marques de Oliveira, 54 anos; e Ana Beatriz Marques de Oliveira, 19 anos.

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