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Verão no Rio: mais de metade dos dias foram marcados por calor intenso

por Amanda Clark

No Verão 2025 e 2026, foram registrados 33 dias de estresse térmico até a última quinta-feira (19). Isso ocorre quando as temperaturas estão acima de 36°C e a umidade relativa do ar está elevada. Dos 61 dias da estação, mais da metade foi marcada por calor intenso, se aproximando dos 36 dias do verão anterior, 2024/2025.

No verão anterior no Rio de Janeiro, a temperatura chegou ao nível 4 de Calor, com os termômetros marcando entre 40°C e 44°C, com previsão de permanecer alta por pelo menos três dias consecutivos. Em dois dias específicos, 21 de dezembro de 2024 e 20 de março de 2025, a capital fluminense registrou quatro dias com mais de 40ºC.

Um estudo realizado pelo Centro de Operações e Resiliência (COR), com base nas medições da Prefeitura, mostrou que o Rio de Janeiro teve oito dias seguidos com temperaturas variando entre 36ºC e 40ºC – sendo considerados níveis Calor 3 por sete dias, e Calor 2 por um dia.

De acordo com especialistas consultados pela rádio Tupi, esse fenômeno é típico do verão carioca. A meteorologista-chefe do Sistema Alerta Rio, Raquel Franco, explicou: “Esse padrão é típico do verão no Rio. Temos altas temperaturas e umidade combinadas, gerando essa sensação maior de calor”.

Com a chegada de uma frente fria ao litoral fluminense na sexta-feira (20), as temperaturas tiveram uma leve queda, levando a capital de volta ao nível de Calor 1, com os termômetros abaixo de 36ºC. A previsão é de chuva fraca a moderada até segunda-feira (23).

As altas temperaturas resultaram em um aumento no número de atendimentos em unidades de saúde. Neste verão, mais de 13.500 pessoas foram atendidas em unidades municipais com problemas relacionados ao calor, como variações na pressão arterial, desidratação, problemas respiratórios e insolação, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Para evitar complicações ou consequências mais graves nos dias de estresse térmico, a Vigilância em Saúde monitora os indicadores e emite comunicados à população. A superintendente do órgão, Gislani Mateus, explicou: “O calor extremo demanda muito esforço do corpo para regular a temperatura, e isso reflete diretamente nos atendimentos. Ao analisarmos os dados, podemos direcionar os cuidados e emitir alertas apropriados, principalmente para proteger os grupos de risco e pacientes crônicos”, afirmou a integrante do órgão.

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