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Rio de Janeiro revela novas descobertas sobre a vida selvagem em áreas recuperadas

por Amanda Clark

Novas imagens da fauna em áreas recuperadas pelo programa Florestas do Amanhã foram recentemente divulgadas pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. Essa iniciativa, que é coordenada pela Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, utiliza armadilhas fotográficas instaladas em locais de plantio em Cachoeiras de Macacu, na Região Metropolitana.

Desde janeiro de 2022, as áreas sob monitoramento têm mostrado a presença de animais nativos que estão retornando a essas regiões. No último ano, as câmeras registraram a ocorrência de 12 mamíferos e também um gavião-pombo-pequeno, uma espécie ameaçada de extinção.

A área em questão possui grande relevância ambiental, já que faz limite com o Parque Estadual dos Três Picos e conecta-se à Reserva Ecológica de Guapiaçu. O trabalho realizado pela secretaria ambiental abrange trechos anteriormente desmatados, contribuindo para a formação de um corredor florestal contínuo.

Rodrigo Mascarenhas, secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, comentou: “Os dados coletados confirmam que a restauração florestal traz benefícios tangíveis para a biodiversidade. Estamos testemunhando áreas que estavam degradadas há poucos anos retomarem sua função ecológica, servindo como abrigo e fonte de alimento para diversas espécies nativas.”

Mais de 50 mil mudas foram plantadas na região onde os animais foram observados desde o início das atividades. Ao todo, aproximadamente 30 hectares foram reflorestados com árvores que já atingem mais de 5 metros de altura.

O programa também tem avançado em outras partes de Cachoeiras de Macacu, onde cerca de 300 mil mudas foram plantadas, abrangendo aproximadamente 194 hectares dedicados à restauração ecológica.

Além da recuperação da vegetação nativa, as ações promovem o surgimento de novas espécies vegetais. Em 2022, foram introduzidas 25 diferentes variedades; hoje já se contabiliza mais de 60 tipos distintos.

No momento, o Florestas do Amanhã está ativo em 14 municípios, incluindo Guapimirim, Silva Jardim, Rio de Janeiro, Niterói, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São Gonçalo e Magé. A expectativa é reflorestar mais 400 hectares neste ano, correspondendo a aproximadamente 650 mil mudas em outras regiões do estado. Para isso, está previsto um investimento de R$ 60 milhões por meio de uma parceria com o BNDES.

No monitoramento da fauna realizado nos últimos meses, diversas espécies grandes e médias foram registradas utilizando as áreas restauradas. Um destaque foi uma família de antas que surgiu como resultado de um projeto local focado na reintrodução dessa espécie.

As imagens capturadas mostram antas adultas acompanhadas por jovens e filhotes, sinalizando que a área proporciona condições adequadas para diferentes fases da vida desses animais.

Além das antas, as armadilhas fotográficas também registraram onças-pardas, jaguatiricas, iraras e cachorros-do-mato. A presença desses predadores e pequenos mamíferos sugere uma melhoria na qualidade ambiental da região.

O reflorestamento não apenas beneficia a fauna local como também desempenha um papel crucial na proteção da bacia hidrográfica Guapi-Macacu, vital para o abastecimento d’água na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Essa bacia é a principal fonte hídrica para a parte leste da Baía de Guanabara, onde residem cerca de 2,5 milhões de pessoas. A recomposição da vegetação nativa contribui para diminuir a sedimentação provocada pelas chuvas nas estradas não pavimentadas. Com menos sedimentos fluindo para os rios, observa-se uma melhoria direta na qualidade da água e na preservação dos ecossistemas locais.

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