Home NotíciasSamu forma equipes para lidar com possíveis casos de ebola no Rio de Janeiro

Samu forma equipes para lidar com possíveis casos de ebola no Rio de Janeiro

por Amanda Clark

Apesar do baixo risco de transmissão do vírus Ebola no Brasil, conforme avaliação do Ministério da Saúde, o estado do Rio de Janeiro intensificou suas medidas de segurança para lidar com eventuais casos da doença. Em um esforço coordenado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-RJ), profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da capital participaram de um treinamento especializado em biossegurança, focado no transporte de pacientes que possam estar infectados.

A capacitação teve como objetivo garantir a segurança tanto dos pacientes quanto dos profissionais de saúde e da população em geral. Durante o treinamento, as equipes aprenderam sobre o uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), que incluem máscaras, protetores faciais, luvas, aventais impermeáveis e macacões. Além disso, foram discutidos os procedimentos necessários para a preparação e descontaminação das ambulâncias.

O curso foi ministrado por especialistas do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, uma unidade ligada à Fundação Oswaldo Cruz e considerada referência nacional em doenças infecciosas.

Como parte das medidas emergenciais, duas ambulâncias foram posicionadas em locais estratégicos da cidade: uma no centro e outra na Zona Oeste. Esses veículos foram especialmente adaptados para o transporte seguro de pacientes suspeitos e seguem as diretrizes técnicas e protocolos internacionais voltados para o manejo de doenças com alta taxa de letalidade.

A importância desse treinamento foi evidenciada na semana passada, quando a SES-RJ recebeu um chamado para atender um paciente vindo de Uganda com suspeita de infecção pelo vírus Ebola. O homem foi transportado em uma ambulância devidamente equipada para a Fiocruz, considerada a unidade estadual responsável pelo diagnóstico e tratamento dessas situações.

Após a realização dos exames pertinentes, a suspeita foi descartada. Segundo informações da secretaria, o paciente foi diagnosticado com malária, teve o protocolo de isolamento encerrado e começou a receber tratamento adequado.

A estratégia implementada também envolve a colaboração entre a Central de Regulação, o Transporte Inter-hospitalar e a Comissão de Controle Pré-Hospitalar do Samu, facilitando assim uma resposta rápida na identificação e encaminhamento de possíveis casos.

Conforme dados da SES-RJ, as notificações suspeitas são monitoradas pelo Centro de Inteligência em Saúde (CIS). O painel informativo indicou que em 2025 houve seis ocorrências relacionadas ao Ebola globalmente. Até agora em 2026, 11 notificações já foram registradas pelas autoridades sanitárias brasileiras.

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