A administração municipal do Rio de Janeiro encaminhou à Câmara Municipal o Projeto de Lei Complementar 93/2025, que diz respeito à autorização de venda de 324 imóveis públicos ao longo do ano de 2025. Dentro dessa extensa lista de bens, está o edifício que abriga a sede da Comlurb, situado na Rua Major Ávila, 358, na Tijuca. Construído em 1975, durante a gestão do então presidente da companhia, Gastão Henrique Sengès, o imóvel possui quatro pavimentos.
O deputado federal Chico Alencar (Psol) se manifestou contrário ao projeto em suas redes sociais na semana passada. Em parceria com o ambientalista Emanuel Alencar, ele apontou a venda como sendo feita sem critérios razoáveis, incapaz de solucionar os problemas estruturais da previdência municipal e desconsiderando o bom-senso, além de desrespeitar o patrimônio público carioca.
No mesmo post, foi mencionada a inclusão do prédio do Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, localizado no Centro, e do imóvel do Automóvel Club do Brasil, na Lapa, nessa relação de ativos a serem vendidos. A pergunta feita foi: “por que vender agora?” e foi destacado que “a Comlurb não pode sofrer esse tipo de ataque justamente quando celebra seus 50 anos de existência”.
É importante ressaltar que o edifício está posicionado em uma área valorizada do bairro, próxima à Praça Saens Peña e ao Shopping Tijuca, situada em um corredor de uso misto com grande demanda por propriedades residenciais e comerciais.