O selo Bandeira Azul foi retirado do Pontal do Peró, localizado em Cabo Frio, na Região dos Lagos, para a temporada 2025/2026. Essa certificação internacional é atribuída a praias, marinas e embarcações de turismo que atendem a padrões rigorosos de qualidade ambiental, segurança, gestão sustentável e educação ambiental.
A coordenação nacional do programa, gerida pelo Instituto Ambientes em Rede (IAR), determinou que a temporada 2025/2026 está encerrada e que a bandeira deve ser recolhida imediatamente da praia.
O município deverá apresentar documentos comprovando as ações corretivas dentro dos prazos estabelecidos para cada item identificado na inspeção. Para uma futura candidatura ao selo, a Coordenadoria Técnica do Programa Bandeira Azul Brasil destacou que todas as observações feitas devem ser atendidas e documentadas adequadamente para análise.
Falhas estruturais identificadas na praia
Segundo o relatório de inspeção realizado em março deste ano, o Pontal do Peró não atendeu a diversas exigências do programa.
Um dos problemas destacados foi a ausência de informações na placa da Bandeira Azul sobre a qualidade da água para banho e sobre as atividades de educação ambiental planejadas. Além disso, os sanitários e duchas que deveriam estar disponíveis conforme o mapa estavam fora de uso durante a inspeção.
A sinalização da área certificada também foi considerada insuficiente. A placa que demarca a extensão da praia com o selo Bandeira Azul precisa indicar claramente os limites em ambos os lados para orientar corretamente os visitantes.
O relatório ainda sublinhou que todos os principais acessos à praia devem contar com placas que divulguem o Código de Conduta do programa.
Recomendações sobre limpeza, lixeiras e estacionamento
A inspeção sugeriu uma maior frequência na limpeza da faixa de areia e das áreas verdes para atender aos requisitos do Programa Bandeira Azul.
Outro aspecto observado foi a necessidade de garantir lixeiras nos acessos à praia e implementar pelo menos um ponto destinado à coleta de resíduos recicláveis, que também deve ser incluído no mapa informativo.
No que diz respeito ao estacionamento, o documento apontou falta de organização e sinalização apropriada. Essa desordem compromete tanto a segurança dos usuários quanto a preservação da vegetação nativa.
Além disso, os banheiros e duchas disponíveis estavam trancados durante a visita dos inspetores, sem qualquer sinalização informando sobre sua indisponibilidade.
Situação inadequada para guarda-vidas
A estrutura destinada aos guarda-vidas foi considerada insuficiente. O posto disponível oferecia apenas um guarda-sol e uma cadeira de praia, sem condições adequadas para o trabalho desses profissionais.
A inspeção enfatizou a importância de melhorar essa estrutura, garantindo pelo menos dois guarda-vidas por posto e organizando as escalas de folga. O relatório também sugere um planejamento para aprimorar as condições laborais desses trabalhadores.
O Programa Bandeira Azul representa uma certificação internacional voluntária. Para manter esse selo, os destinos precisam comprovar anualmente que cumprem critérios relacionados à gestão ambiental, à qualidade da água, à educação ambiental, à segurança, aos serviços prestados, ao turismo sustentável e à responsabilidade social.
As informações são provenientes do portal Tempo Real.