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Outdoor provocante no Recreio gera polêmica e é removido pela Prefeitura

por Amanda Clark

O cenário publicitário do Rio de Janeiro é amplamente conhecido por suas diversas manifestações, que vão desde intervenções impactantes até debates sobre a ocupação do espaço público. Recentemente, uma situação no Recreio, nas proximidades do Supermercados Mundial, chamou a atenção até mesmo de quem está acostumado a esse tipo de controvérsia.

Um outdoor promovendo uma marca de joias foi removido por autoridades locais, mesmo após ter passado por um processo de “pré-censura”. A imagem original possuía conotações sensuais e, antes da ação, já havia sido parcialmente encoberta com uma faixa estampada com a palavra “CENSORED”, numa tentativa de ocultar os elementos considerados mais provocativos.

Apesar desse ajuste, a intervenção ocorreu. Recentemente, o outdoor foi retirado com a supervisão de agentes públicos e as pessoas responsáveis pela instalação enfrentaram multas. O caso rapidamente se tornou um tema de discussão na comunidade, especialmente nas imediações do BarraWorld.

José Koury, empresário e proprietário do shopping onde o outdoor estava instalado, que também é pai das criadoras da marca, expressou sua preocupação sobre o uso dos recursos públicos. Ele destacou que em uma área que lida com questões como o aumento da criminalidade e feminicídios, é notável a rapidez e severidade com que se agiu em relação a um outdoor que já havia sido modificado. Koury considera essa situação um “exemplo de hipocrisia” presente em segmentos da sociedade e defende que atitudes assim devem ser questionadas.

Outros episódios…

Esse não é um caso isolado no Rio quando se trata de polêmicas envolvendo publicidade externa. Um exemplo marcante ocorreu há alguns anos em Ipanema, quando uma marca de crepes ganhou notoriedade mais pela controvérsia gerada do que pelo próprio produto. Os formatos utilizados nas peças publicitárias faziam alusão a órgãos genitais e provocaram reações negativas devido ao nome da marca, considerado inadequado para os “bons costumes” da região. Como resultado, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), vinculado ao Ministério da Justiça durante o governo Jair Bolsonaro, interveio e interditou a campanha.

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