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Observatório do Calor expande vigilância para as comunidades de Manguinhos e Salgueiro

por Amanda Clark

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (SMAC) do Rio está comprometida em combater os efeitos do calor extremo, expandindo o Observatório do Calor das Favelas. Na próxima quarta-feira, dia 11, o projeto será implantado em duas novas áreas de monitoramento: Manguinhos e Salgueiro, na Zona Norte.

Os dados coletados no Complexo do Alemão durante a fase piloto destacam a importância da expansão do projeto e confirmam o que a população já percebe diariamente: as temperaturas nas comunidades são mais altas. Nos últimos meses, o Observatório registrou uma temperatura recorde de 43,9°C, ultrapassando os 41°C registrados pela estação oficial do Inmet em Seropédica, demonstrando como o calor é mais intenso dentro das favelas. Além disso, a sensação térmica chegou a ultrapassar os 50°C, evidenciando a necessidade do monitoramento local para disponibilizar informações precisas e desenvolver soluções eficazes contra o clima extremo.

A escolha de Manguinhos e Salgueiro não foi aleatória: enquanto Manguinhos é uma região plana e próxima a grandes vias, como a Avenida Brasil, Salgueiro está em uma área de influência do Parque Nacional da Tijuca. A diversidade dessas áreas permite aos técnicos analisar como o ambiente urbano e a ventilação natural afetam a sensação térmica e a saúde dos residentes de maneiras distintas.

Segundo a Secretária Municipal de Meio Ambiente e Clima, Tainá de Paula, a expansão do Observatório é fundamental para a resiliência urbana do Rio: “Com o Observatório do Calor das Favelas, mostramos que a tecnologia, aliada ao conhecimento local, é uma ferramenta poderosa contra a crise climática. Ao implementar esse monitoramento em Manguinhos e Salgueiro, não estamos apenas coletando dados de temperatura; estamos construindo, junto com os moradores, um mapa para um Rio mais resistente. A justiça climática começa com o direito de compreender e melhorar o ambiente em que vivemos.”

O Observatório utiliza a ciência cidadã para monitorar em tempo real as ilhas de calor e a qualidade do ar, transformando esses dados em subsídios para a criação de políticas públicas adaptadas a cada comunidade. Ao expandir o monitoramento e integrar os dados aos sistemas municipais, a iniciativa estabelece as bases para uma gestão colaborativa do clima. Mais do que uma simples coleta de informações técnicas, essa transparência compartilha conhecimento, permitindo que cidadãos e pesquisadores usem essas informações abertas para desenvolver novas soluções e aprofundar o entendimento sobre a realidade climática de seus territórios.

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