Nos últimos anos, uma exposição de grande relevância para a arte colonial brasileira está sendo realizada em Nova Iguaçu. Com o título de Arte e Devoção – A Escultura Religiosa no Brasil Colonial, a mostra está instalada na Casa de Cultura Ney Alberto e conta com a curadoria de Marcus Monteiro, Erick Ferreira e outros. O objetivo é apresentar obras do período entre os séculos XV e XIX, provenientes de diversas regiões do Brasil e da Península Ibérica, e destacar a importância da arte produzida nesse contexto para a formação das comunidades.
A iniciativa de promover essa exposição em Nova Iguaçu partiu da Prefeitura, da Secretaria Municipal de Cultura e da FENIG, que reconhecem a importância da região como um território culturalmente ativo e relevante para a experiência brasileira. A mostra busca mostrar que o patrimônio cultural não se concentra apenas nos grandes centros urbanos, mas também nas cidades onde as pessoas vivem e constroem sua história.
Além de seu valor estético e histórico, a exposição também tem um papel educacional importante. O amplo conjunto de obras expostas permite atividades formativas para diferentes públicos, desde estudantes até especialistas em patrimônio cultural. A arte colonial brasileira é um campo complexo de conhecimento, exigindo estudos técnicos detalhados que contribuem para a formação crítica e ampliação de repertórios.
Outro aspecto relevante da exposição é seu potencial no combate ao tráfico de bens culturais, um problema cada vez mais presente no Brasil. A catalogação detalhada das peças e a divulgação pública das obras contribuem para a preservação e rastreamento do patrimônio, dificultando a circulação irregular desses objetos.
No geral, essa exposição em Nova Iguaçu representa não apenas um evento cultural, mas também um marco de importância civilizatória. Ao celebrar o barroco brasileiro e a memória cultural religiosa, a cidade demonstra seu compromisso com a preservação da identidade local e nacional, colocando-se no centro da discussão sobre o patrimônio colonial brasileiro até janeiro de 2026.