Home NotíciasMoradores de edifício no Flamengo enfrentam crise hídrica e apontam falhas na gestão

Moradores de edifício no Flamengo enfrentam crise hídrica e apontam falhas na gestão

por Amanda Clark

No último sábado (8), os residentes do Condomínio Edifício Nair, situado na Rua São Salvador, número 105, no Flamengo, organizaram uma manifestação para expressar sua insatisfação com a administração do prédio. Entre as principais queixas dos participantes estavam a sujeira acumulada, a insegurança, o elevador fora de funcionamento, o porteiro eletrônico quebrado e a má conservação do portão de entrada. Além disso, mencionaram que a garagem se assemelha a um presídio.

Os moradores relataram que enfrentam diversos problemas urgentes. A coluna dois do edifício está sem água há mais de duas semanas. Apesar de terem informado oficialmente os administradores sobre essa situação, não teriam recebido nenhuma resposta ou ação efetiva. Segundo informações obtidas, a falta d’água seria resultado do fechamento do registro pela síndica como uma forma de retaliação.

Além da escassez de água, os condôminos afirmaram que o Edifício Nair enfrenta outras questões administrativas sérias. O Corpo de Bombeiros já aplicou duas multas devido ao descumprimento das normas técnicas. Além disso, a Vigilância Sanitária autuou o condomínio por problemas como a falta de limpeza da caixa d’água, manejo inadequado dos resíduos e ausência de um isolamento apropriado. Os manifestantes também mencionaram um laudo da Defesa Civil que aponta problemas estruturais na edificação.

Durante o ato de protesto, alguns moradores expressaram frustração em relação à dificuldade de remover a atual síndica por meio de assembleias. Isso ocorre porque ela e seu irmão são proprietários da maioria dos apartamentos do edifício – somando sete unidades – enquanto os demais moradores ocupam apenas cinco. Essa situação impede um processo democrático eficaz para destituir a administração vigente.

<pPara lidar com esses desafios e o impasse sobre a troca da gestão, os moradores do Edifício Nair entraram com uma ação judicial visando à remoção da síndica. Eles informaram que inquéritos policiais foram abertos para investigar as denúncias relacionadas à administração do condomínio.

Apesar das condições precárias em que vivem, os residentes pagam cerca de R$ 2 mil mensais em taxa de condomínio, mesmo sem contar com funcionários. Um dos organizadores do protesto revelou que anteriormente a síndica aceitava pagamentos em dinheiro e só passou a aceitar transferências via Pix após resistência por parte dos moradores, que perceberam que os pagamentos eram feitos em uma conta pessoal dela.

O organizador destacou ainda que o estado de conservação do prédio é alarmante e mencionou que vizinhos têm manifestado apoio ao movimento, reconhecendo as falhas apresentadas.

Os manifestantes exigiram durante o protesto o restabelecimento imediato do fornecimento de água e solicitaram a saída da síndica. Em resposta aos protestos, ela acionou a polícia. Contudo, após investigação da situação pelos agentes presentes, foi constatado que não havia indícios de crime e não foi necessário registrar formalmente a ocorrência.

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