A Prefeitura do Rio de Janeiro está intensificando seus esforços para facilitar a venda do antigo Hotel Praia Ipanema, localizado em uma das áreas mais cobiçadas da Zona Sul. Após tentativas de negociação sem sucesso, representantes da Invest.Rio, a agência municipal responsável pelo fomento econômico, têm se reunido com investidores do setor hoteleiro, apresentando o imóvel como uma oportunidade de investimento atraente. Essa ação surge em um contexto onde a administração municipal busca evitar que prédios históricos fiquem abandonados e afetem negativamente a vizinhança.
Encerrando suas atividades em 2023 após 42 anos de funcionamento, o hotel foi adquirido pela construtora Gafisa por aproximadamente R$ 180 milhões. O projeto inicial visava transformar o edifício de 17 andares em um luxuoso condomínio residencial, com o metro quadrado avaliado em mais de R$ 100 mil, conforme informações obtidas anteriormente. Contudo, o desenvolvimento não avançou e a construtora, que enfrenta desafios em outros empreendimentos na cidade, passou a procurar um novo comprador para esse ativo valioso pertencente ao acionista Nelson Tanure.
Pressão para desapropriação
Em dezembro do ano passado, o prefeito Eduardo Paes incluiu o Praia Ipanema na lista de imóveis que podem ser desapropriados por meio de leilão público, juntamente com o antigo Hotel Intercontinental localizado em São Conrado. Naquele momento, foi concedido um prazo de 30 a 60 dias para que os proprietários apresentassem propostas concretas para a utilização dos imóveis, justificando que a vacância prolongada prejudica o crescimento urbano.
Recentemente, o BTG Pactual, ativo no setor hoteleiro e envolvido na aquisição de propriedades como hotéis da rede Accor e o Fairmont, demonstrou interesse no hotel. No entanto, as negociações não avançaram para um acordo final.
Atrações do imóvel
Inaugurado nos anos 80, o Praia Ipanema possui uma área total de 5.500 metros quadrados distribuídos em lajes com cerca de 320 metros quadrados cada, todas com vistas permanentes para o mar. Um dos principais atrativos é seu rooftop, que abrigava um restaurante com uma vista panorâmica de 360 graus, permitindo avistar seis pontos turísticos simultaneamente.
A Gafisa enfrenta dificuldades em implementar este projeto dentro do cronograma estipulado e isso ocorre num cenário onde há diversas reclamações sobre outros empreendimentos da empresa no Rio. Informações apontam que pelo menos três projetos estão com prazos revistos e datas de entrega recalculadas.