A condição atual do antigo edifício do Inmetro, situado no Rio Comprido, foi avaliada em uma vistoria realizada esta semana, cujos resultados serão encaminhados ao Ministério Público Federal. O documento elaborado contém evidências da deterioração do imóvel, que está desativado desde 2021, e ressalta falhas na administração e na conservação do espaço.
O prédio de nove andares, localizado na Rua Santa Alexandrina, apresenta janelas quebradas, estruturas danificadas e indícios de uso de drogas em diversos andares. Desde setembro do ano anterior, quando a segurança foi retirada, o local se tornou um alvo frequente para invasões.
A inspeção foi conduzida pela Comissão de Assuntos Urbanos da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sob a liderança do vereador Pedro Duarte. Durante a visita técnica, também foi constatada uma dívida aproximada de R$ 20 mil referente a uma conta de água. Segundo informações da comissão, a União não efetua pagamentos à concessionária desde novembro de 2025.
A situação problemática do edifício já havia sido abordada anteriormente por publicações locais.
A degradação do imóvel não é uma novidade. Desde novembro do ano passado, a situação tem sido acompanhada por veículos de comunicação locais que relataram como o prédio foi sendo depredado e saqueado ao longo dos meses. Janelas e componentes metálicos foram removidos enquanto o acesso ao espaço tornou-se irrestrito. Registros feitos por moradores ilustram invasores acessando o local pela entrada principal e transitando sem restrições pelo interior do edifício.
O imóvel pertence à União e foi cedido ao Inmetro durante os anos 1990. Após mudanças na administração, a responsabilidade passou para a Superintendência de Patrimônio da União, que devolveu oficialmente o prédio em 2021, com a entrega das chaves finalizada em 2022.
No mesmo ano mencionado, a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) passou a ser responsável pela guarda do edifício. A universidade informou que tomou medidas para conservar o espaço, mas enfrenta dificuldades para garantir a segurança devido à recusa de empresas terceirizadas em atuar devido aos riscos envolvidos. Já foram realizados registros junto à Polícia Federal e às delegacias locais.