A Divisão de Elite da GM-Rio – Força Municipal apresentou, nesta quinta-feira (29/1), a Sala de Monitoramento e Gestão Operacional, montada para acompanhar em tempo real o patrulhamento dos agentes e dar mais controle às ações nas ruas. A ideia é usar tecnologia integrada e atuação orientada por dados, com foco em áreas com maior incidência de roubos e furtos.
A apresentação teve a presença do diretor-geral da Força Municipal, Brenno Carnevale, do diretor de operações, Rodrigo Salgado, e do corregedor, Roberto Leão. Segundo a corporação, os sistemas foram desenvolvidos para a Força Municipal, com planejamento próprio e adaptações à realidade territorial da cidade, levando em conta as manchas criminais e o cenário operacional de cada região do município.
Um dos pilares do projeto é o uso de câmeras corporais, que serão obrigatórias para agentes em patrulhamento. “Entre os principais sistemas de monitoramento e controle, destaco as câmeras corporais, obrigatórias em todos os agentes que estiverem em patrulhamento nas ruas, e o dispositivo móvel de gestão e monitoramento operacional”, afirmou Brenno Carnevale. Para ele, além de proteção para as equipes, o equipamento entra como ferramenta de acompanhamento e eventual prova em casos de apuração interna. “As câmeras, além de funcionarem como uma proteção para as equipes, também têm a função de monitorar o andamento do patrulhamento e, em caso de necessidade, ser usada como ferramenta de prova para eventuais correções de desvios de conduta”, disse.
O segundo eixo é um dispositivo móvel, usado pelos agentes em campo para receber missões, registrar ocorrências, produzir relatórios e manter contato com a sala de supervisão. “Já o dispositivo móvel tem a função de gerenciar todas as informações necessárias para os agentes em campo: recebimento das missões diárias, registro das ocorrências, produção de relatórios e acionamento da sala de supervisão”, afirmou Carnevale.
De acordo com a Força Municipal, os sistemas permitirão comunicação bidirecional por áudio entre as equipes e a sala, além do acesso remoto, em tempo real, às imagens das câmeras corporais. A supervisão poderá acionar equipes a qualquer momento e acompanhar ocorrências diretamente pelas imagens captadas.
A sala foi instalada no Centro de Operações e Resiliência (COR) e vai funcionar 24 horas por dia, sete dias por semana. A estrutura contará com agentes em atuação permanente, divididos por áreas da cidade. Cada área terá um supervisor responsável por coordenar e controlar os chamados Quadros de Missão Dirigida (QMDs), que organizam o planejamento das missões diárias, com indicação de regiões, trajetos e orientações de inteligência.
A promessa é que o sistema também acompanhe deslocamentos e dispare alertas quando houver desvio de trajeto sem aviso. “Caso algum agente saia do trajeto definido sem comunicação prévia ao supervisor responsável, o sistema acionará automaticamente a sala de monitoramento, permitindo que a situação seja verificada, a partir do acesso remoto às câmeras corporais”, disse Brenno Carnevale.
Ao longo do turno, os agentes vão alimentar o dispositivo com dados das ocorrências e abordagens. Esses registros, segundo a corporação, serão consolidados e analisados para gerar relatórios e ajustar a operação. “As informações produzidas em serviço servirão de base para reuniões de acompanhamento e alinhamento com os agentes, contribuindo para a identificação de oportunidades de melhoria e para a definição de soluções operacionais”, ressaltou Carnevale. “O cruzamento desses dados com as manchas criminais da cidade permitirá o aperfeiçoamento contínuo das estratégias de atuação da Força Municipal”, completou.
A GM-Rio diz ainda que os sistemas e os dados gerados vão abastecer outras áreas da Divisão de Elite, como Diretoria de Operações, Recursos Humanos, Ouvidoria, Corregedoria, Inteligência e a Academia de Formação.