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Fiocruz alerta para aumento de casos de gripe no Rio de Janeiro

por Amanda Clark

Internações por gripe voltaram a subir no Rio de Janeiro. Segundo informações da Fiocruz, divulgadas recentemente, os casos graves por influenza A (que inclui o H1N1) aumentaram no estado carioca e também no Espírito Santo. Essa análise abrange o período de 19 de agosto a 25 de outubro.

Além disso, as hospitalizações por Covid-19 continuam em alta na Região Sul e em São Paulo, mesmo com baixa incidência. Já no Espírito Santo, a incidência de Covid-19 é moderada, porém com queda entre idosos. Em Goiás e no Distrito Federal, onde houve um aumento incomum de influenza A, há indícios de estabilização ou até recuo.

No que diz respeito às crianças, o cenário é diferente. O rinovírus está impulsionando os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em faixas etárias mais jovens, em estados como Rio de Janeiro, Espírito Santo, Acre, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. Além disso, o metapneumovírus e o adenovírus também estão presentes em casos de SRAG nessas regiões.

A recomendação é clara para grupos mais vulneráveis, como idosos, pessoas com comorbidades e imunocomprometidos. É essencial que essas pessoas mantenham a vacinação em dia, principalmente diante do aumento de casos de SRAG por Covid-19 e influenza A em algumas regiões. O uso de máscaras em locais fechados e com aglomeração de pessoas também é indicado.

Os dados das últimas semanas epidemiológicas mostram uma distribuição percentual dos casos positivos de SRAG: 22,5% para influenza A, 1,4% para influenza B, 7,2% para vírus sincicial respiratório, 38,4% para rinovírus e 14,7% para Covid-19. Já em relação aos óbitos, as porcentagens foram de 20,2% (influenza A), 2,8% (influenza B), 3,9% (VSR), 27,5% (rinovírus) e 44,9% (Covid-19).

Para a população do Rio de Janeiro, é importante reforçar a vacinação sazonal, manter a etiqueta respiratória e considerar o uso de máscaras em ambientes fechados, especialmente em unidades de saúde e locais com grande circulação de pessoas na região metropolitana. A Fiocruz continua monitorando a situação e orienta atenção especial aos sintomas em crianças e idosos.

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