Neste sábado (28/03), foi confirmada a prisão do ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil) durante uma audiência de custódia realizada de forma online no Presídio José Frederico Marques, em Benfica, para onde Bacellar foi transferido. Bacellar foi detido em sua residência em Teresópolis pela Polícia Federal (PF) seguindo um mandado expedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Após sua prisão, ele foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, na Zona Portuária do Rio, e em seguida encaminhado para o sistema prisional.
Essa prisão ocorreu durante a terceira fase da Operação Unha e Carne, que visa investigar o vazamento de informações confidenciais relacionadas a ações contra o Comando Vermelho. Além do mandado de prisão, a Polícia Federal também executou um mandado de busca e apreensão. Segundo a PF, essa operação está relacionada ao cumprimento de determinações do Supremo Tribunal Federal no âmbito da ADPF das Favelas (ADPF 635/RJ), que estabelece diretrizes para investigações sobre grupos criminosos.
Rodrigo Bacellar já havia sido preso em dezembro do ano anterior, também durante a Operação Unha e Carne, sendo posteriormente libertado alguns dias depois com medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
A cassação do mandato do ex-deputado estadual resultará em uma recontagem dos votos das eleições de 2022 no Rio de Janeiro, podendo afetar não apenas sua vaga, mas também outras cadeiras na Assembleia Legislativa (Alerj). Essa recontagem está agendada para terça-feira (31/03).
A defesa de Bacellar emitiu um comunicado assinado por Daniel Bialski e Roberto Podval, afirmando: “A defesa desconhece completamente os motivos dessa nova prisão decretada, mas ainda assim a classifica como indevida e desnecessária, já que nosso cliente vinha cumprindo fiel e completamente todas as medidas cautelares impostas. Portanto, irá contestar e recorrer para que seja revista e revogada o quanto antes”.