Home NotíciasCorredor Verde em Campo Grande: Plantio de 337 Mil Mudas para Combater Calor na Região do Rio

Corredor Verde em Campo Grande: Plantio de 337 Mil Mudas para Combater Calor na Região do Rio

por Amanda Clark

Campo Grande, que se destaca como o bairro mais habitado do Rio de Janeiro e uma das áreas com maior escassez de árvores na cidade, foi selecionado para receber um importante projeto de reflorestamento urbano. A Serra da Posse, situada na Zona Oeste, será uma das principais localidades beneficiadas pelo programa Floresta Viva, resultado de um convênio firmado nesta quinta-feira (07/05) entre a administração municipal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com um investimento estimado em R$ 10 milhões.

O plano contempla o plantio e a manutenção de 337.125 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica ao longo de um período de quatro anos. Os recursos para a iniciativa serão compartilhados, com metade proveniente do BNDES e a outra metade da prefeitura, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima. A meta é estabelecer um corredor ecológico que conecte áreas já reflorestadas por meio do programa Mutirão Reflorestamento e compensações ambientais, criando uma extensão contínua de vegetação em uma das regiões mais quentes da cidade.

A proposta visa promover a interligação entre fragmentos florestais, facilitando o deslocamento da fauna local, protegendo a biodiversidade e aumentando a estabilidade ecológica da área. Além disso, o projeto inclui a gradual substituição de vegetações invasoras por árvores nativas, contribuindo para diminuir os riscos de incêndios e aumentar o sombreamento natural do solo.

Na cerimônia de assinatura do convênio, o prefeito Eduardo Cavaliere fez uma analogia entre o impacto esperado na Serra da Posse e a função desempenhada pela Floresta da Tijuca na Zona Sul. Ele observou que o Túnel Professor Moacyr Sreder Bastos, inaugurado em março em Campo Grande, será cercado por uma área verde semelhante à paisagem ao redor do Túnel Rebouças.

A Zona Oeste como foco climático

O protocolo de intenções para adesão ao programa foi apresentado pela prefeitura durante a COP-30, realizada em Belém no ano anterior. De acordo com Aluízio Mercadante, presidente do BNDES, o município carioca é pioneiro no país ao aderir ao projeto financiado pelo Fundo Socioambiental do banco e gerido pela Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS).

“É importante parabenizar o prefeito, pois esta é a primeira prefeitura no Brasil a priorizar essa agenda. Historicamente, o Rio tem sido vanguarda na adesão aos programas de reflorestamento. Imagine as comunidades que carecem de áreas verdes; as árvores nativas não apenas oferecem oxigênio e purificam o ar, mas também proporcionam sombra e melhoram a qualidade de vida dos cidadãos,” enfatizou Mercadante.

A vereadora Tainá de Paula, que esteve envolvida no início do processo de adesão ao programa quando liderava a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima, ressaltou que as zonas Norte e Oeste abrangem atualmente as áreas mais suscetíveis aos efeitos das mudanças climáticas, especialmente no que diz respeito ao calor intenso e às inundações.

“Vivemos uma crise climática em que é crucial acelerar os esforços para reverter a degradação das florestas. Existem várias iniciativas florestais em andamento na cidade tanto na Zona Oeste quanto na Zona Norte. Portanto, concentrar recursos pode acelerar significativamente o desenvolvimento dessas florestas benéficas para o Rio,” concluiu a parlamentar.

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