Home NotíciasControvérsia em colégio do Rio por demissão de funcionária após aborto espontâneo provoca nota de repúdio

Controvérsia em colégio do Rio por demissão de funcionária após aborto espontâneo provoca nota de repúdio

por Amanda Clark

Um grupo de ex-alunos do Colégio Andrews, uma renomada escola localizada na Zona Sul do Rio de Janeiro, publicou uma nota de repúdio que tem gerado grande discussão. O documento foi impulsionado pela demissão de uma orientadora educacional em novembro de 2025, que ocorreu alguns meses após a perda gestacional da profissional.

Os ex-alunos destacam que a funcionária, também ex-aluna da instituição, enfrentou a trágica perda das filhas gêmeas em uma gestação considerada de alto risco. Conforme relatado no texto, a escola estava ciente da situação médica da orientadora, recebendo laudos e acompanhando seu estado ao longo do processo.

A interrupção da gestação aconteceu na 22ª semana, após um período de dez dias de internação. Os signatários da nota enfatizam que a condição da orientadora era tanto rara quanto grave desde as primeiras semanas de gravidez. Para eles, a decisão de desligá-la não condiz com o seu histórico profissional ou com as circunstâncias delicadas que ela estava enfrentando.

No documento, os ex-alunos mencionam que a orientadora atuou por três anos na escola e teve sua carga horária aumentada durante esse tempo, sendo sempre bem avaliada por pais e professores. Além disso, o grupo expressa expectativa de que a instituição demonstrasse um comportamento mais acolhedor diante da situação.

“Considerando essa clareza e consciência coletiva, acreditamos que a atitude da escola foi profundamente controversa, decepcionante e, acima de tudo, cruel e discriminatória”, afirma um trecho da nota.

O coletivo pede que o caso seja utilizado como uma oportunidade para reflexão institucional, com o intuito de prevenir situações similares envolvendo outras profissionais no futuro.

Em resposta à situação, o Colégio Andrews declarou reconhecer “a enorme delicadeza do caso”, mas ressaltou que, por questões éticas, não se pronuncia sobre casos individuais de desligamento de funcionários.

Com informações da coluna Ancelmo Gois.

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