Cerca de 10 milhões de consumidores atendidos pela empresa responsável pelo abastecimento de água na região do Rio de Janeiro podem enfrentar um novo aumento na conta de água e esgoto em breve. Isso ocorre devido a uma decisão judicial que suspendeu um acordo que reduzia o custo da água tratada comprada no atacado.
A decisão, tomada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, determina que a empresa pare de aplicar um desconto de 24,13% sobre o valor da água fornecida pela companhia pública de abastecimento. Esse desconto estava em vigor desde o final de 2025 para compensar uma divergência nos índices de cobertura de esgoto definidos no contrato de concessão.
Com o fim desse desconto, há a possibilidade de um reajuste adicional de 7,10% na tarifa de água. Esse aumento já estava previsto para reequilibrar financeiramente a concessão e pode ser aplicado em duas parcelas, uma ainda neste mês e outra em novembro, caso a decisão judicial seja mantida.
Além disso, esse possível aumento se soma ao reajuste anual que já foi autorizado neste ano, com aumentos de 9,75% e 8,09% para diferentes blocos da concessão. A empresa afirma que o reajuste anterior não incluiu nenhuma correção devido ao erro no edital, que agora é objeto de disputa judicial.
A área de concessão da empresa abrange 27 municípios e atende uma grande parte da capital e da Baixada Fluminense. O impasse teve início em 2025, quando um acordo que reduzia o custo da água tratada foi desfeito pela empresa pública, gerando uma nova polêmica entre as partes.
Após a rescisão do acordo, a empresa entrou com um processo judicial e conseguiu, inicialmente, uma liminar para impedir a cobrança integral da água fornecida no atacado. No entanto, essa decisão foi revertida em segunda instância. A empresa se compromete a defender o cumprimento do acordo e alega que isso evita impactos adicionais para a população.
Com essa disputa em andamento, os consumidores da região podem sentir um novo aumento na conta de água em um curto intervalo de tempo, mesmo após o reajuste previamente autorizado. O reflexo é claro: a conta pode subir novamente.
Com informações d´O Globo.