Home NotíciasCondomínios no Rio de Janeiro enfrentam aumento de 16% em um ano; Zona Sul lidera com as tarifas mais elevadas

Condomínios no Rio de Janeiro enfrentam aumento de 16% em um ano; Zona Sul lidera com as tarifas mais elevadas

por Amanda Clark

O valor de residir em condomínios no Rio de Janeiro tornou-se ainda mais oneroso, conforme um estudo realizado pela Loft. Nos primeiros quatro meses de 2026, a taxa média condominial na cidade aumentou 16% em comparação ao mesmo período do ano anterior, alcançando um montante médio mensal de R$ 1.100. Esse valor se aproxima do que é praticado em São Paulo, embora a elevação no Rio tenha sido consideravelmente mais rápida.

Enquanto a capital fluminense registrou um crescimento de 16% nas taxas, São Paulo apresentou uma alta de apenas 9%. O levantamento analisou dados de 135 mil anúncios de imóveis disponíveis nas principais plataformas digitais do Brasil.

Esse aumento está associado ao crescimento dos custos relacionados a serviços, segurança e manutenção, além da valorização dos imóveis em áreas mais concorridas da cidade. Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, explica que esse fenômeno reflete duas dinâmicas do mercado carioca: a forte demanda por imóveis na Zona Sul e o surgimento de novos empreendimentos em bairros menos valorizados.

“Esse é um custo fixo significativo que tende a aumentar acima da inflação em períodos de pressão sobre serviços e manutenção. No Rio, isso se combina com o aumento da demanda em regiões valorizadas e com o desenvolvimento de novos condomínios”, ressaltou.

Zonas com as taxas mais elevadas

A Zona Sul continua sendo onde estão os maiores valores para quem deseja viver em condomínios. A Lagoa lidera essa lista com uma taxa média mensal de R$ 2.300. Em seguida estão Ipanema, com R$ 2.200, e São Conrado, que apresenta um valor médio de R$ 2.093.

Além disso, outros bairros como o Leblon e o Jardim Oceânico na Barra da Tijuca também superam a marca dos R$ 2 mil mensais. Essas áreas não apenas possuem imóveis caros, mas também oferecem estruturas mais completas, serviços diferenciados e apartamentos maiores. Por exemplo, em Ipanema, o preço médio dos imóveis anunciados chega a R$ 3,7 milhões; já em São Conrado esse valor ultrapassa R$ 3,1 milhões.

Crescimento expressivo no subúrbio

No entanto, as maiores porcentagens de aumento não ocorreram exclusivamente nas áreas mais nobres da cidade. O Alto da Boa Vista se destacou como o bairro com maior crescimento percentual, tendo sua taxa média subido impressionantes 80% em um ano — passando de R$ 500 para R$ 900. Logo atrás está o Itanhangá, que viu seu valor médio crescer 67%, atingindo R$ 1.500.

Bairros do subúrbio carioca como Ramos, Cascadura, Riachuelo e Penha também experimentaram elevações significativas nos valores condominiais, variando entre 27% e 30%. Segundo a Loft, esses aumentos podem ser atribuídos à chegada de novos empreendimentos no mercado imobiliário local, especialmente condomínios-clube e projetos mais recentes que rapidamente elevam a média dos bairros.

Por outro lado, algumas áreas como Inhaúma e Catumbi apresentaram queda nos valores médios das taxas condominiais: recuos de 14% e 10%, respectivamente. Os bairros Abolição e Vargem Grande também mostraram redução nos preços. Entre os locais mais valorizados na cidade, Humaitá teve uma leve diminuição de 4%, enquanto o Jardim Oceânico permaneceu praticamente inalterado.

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