A área central do Rio de Janeiro enfrentou um dia de caos e tensão após a morte de Cláudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló, apontado como líder do tráfico no Morro dos Prazeres e um dos líderes mais antigos do Comando Vermelho. Em retaliação à morte do criminoso, outros criminosos incendiaram um ônibus na Avenida Paulo de Frontin, no Rio Comprido, além de sequestrar outros veículos para bloquear vias estratégicas, paralisando a circulação de moradores, motoristas e transporte público.
Uma operação policial mobilizou mais de 150 agentes nas comunidades dos Prazeres, Fallet, Fogueteiro, Coroa, Escondidinho e Paula Ramos, com o apoio de 14 viaturas e dois veículos blindados. As ações começaram cedo e resultaram na interdição de várias ruas, afetando significativamente a rotina da região.
Cinco ônibus tiveram suas chaves retiradas e foram utilizados como bloqueios, com um deles sendo incendiado. Além disso, escolas e unidades de saúde foram impactadas, com diversas escolas suspendendo suas atividades e unidades de saúde recebendo pessoas baleadas durante a operação.
O confronto também resultou na morte de um morador durante a operação. Um homem foi feito refém junto com sua esposa e acabou sendo atingido fatalmente. A ação policial resultou na neutralização de seis criminosos e na apreensão de armas no local.
Jiló dos Prazeres, apontado como um dos chefes mais antigos do Comando Vermelho, era conhecido por suas atividades criminosas, incluindo homicídios, sequestros e tráfico de drogas. Sua morte gerou uma série de eventos violentos na região central do Rio de Janeiro.
Diversas linhas de ônibus foram impactadas durante o período de caos na região, com alguns veículos sendo sequestrados e utilizados como barricadas.