O Carnaval está chegando e os foliões do Rio de Janeiro se preparam para curtir os blocos que vão agitar a capital nos próximos dias. Nesse cenário, uma das maiores preocupações é como se proteger dos famosos golpes recorrentes nessa época.
Entre os mais comuns no Rio está o uso fraudulento de maquininhas de cartão, principalmente em áreas de grande circulação, como blocos de rua, praias e arredores de eventos. Consumidores relatam que não conseguem visualizar o valor digitado no equipamento e só percebem a cobrança maior após a confirmação da transação ou ao consultar a fatura. Instituições financeiras apontam que esse tipo de fraude está entre as principais causas de contestação de compras no estado durante o Carnaval.
Aluguel de casas falsas no litoral e na capital
Outro golpe recorrente envolve o aluguel de casas e apartamentos para o Carnaval. Denúncias se concentram na capital e em regiões turísticas como a Região dos Lagos e a Costa Verde. Criminosos anunciam imóveis inexistentes ou que não pertencem a eles, com preços abaixo do mercado e exigência de pagamento antecipado, geralmente via Pix. A vítima só descobre o golpe ao chegar ao destino ou ao tentar contato novamente com o anunciante, que desaparece após o pagamento.
Passagens baratas e sites falsos
As passagens aéreas e rodoviárias com valores muito abaixo do mercado também figuram entre as principais armadilhas. Sites falsos e perfis em redes sociais simulam promoções relâmpago usando indevidamente o nome de companhias conhecidas. Após o pagamento, o consumidor não recebe bilhete válido ou tem seus dados financeiros capturados.
Ingressos e camarotes inexistentes
Golpes envolvendo ingressos para eventos, blocos privados e camarotes também aumentam no Rio durante o Carnaval. Os anúncios exploram a alta demanda e o senso de urgência, com ofertas de “últimas unidades” e descontos agressivos. Em muitos casos, a fraude só é percebida na tentativa de acesso ao evento.
Golpe do SMS falso
Outro método recorrente é o golpe do SMS falso, em que mensagens se passam por bancos ou instituições financeiras e informam compras suspeitas no cartão. O texto inclui um link para “cancelamento imediato”, que direciona a páginas fraudulentas usadas para roubo de dados.
Para o advogado Bruno Medeiros Durão, o ambiente do Carnaval favorece esse tipo de crime. “O consumidor fica mais exposto nesse período porque há pressa, distração e excesso de ofertas. Promoções muito abaixo do mercado, pedidos de pagamento antecipado e links recebidos por mensagens devem sempre levantar suspeita”, afirma.
Ele reforça que instituições financeiras não solicitam dados sensíveis por mensagens. “Bancos não pedem senha, código ou confirmação por SMS, WhatsApp ou redes sociais. Ao receber esse tipo de contato, a orientação é ignorar e procurar diretamente os canais oficiais da instituição”, diz.
Em caso de golpe, a recomendação é comunicar imediatamente o banco, bloquear cartões, registrar boletim de ocorrência e reunir comprovantes. A resposta rápida pode ser determinante para reduzir prejuízos e aumentar as chances de recuperação dos valores.
Com atenção redobrada, consumidores podem aproveitar o Carnaval no Rio de Janeiro com mais segurança e evitar que a folia termine em prejuízo financeiro.