No último ano, os preços de itens e serviços frequentemente adquiridos para o Dia das Mães apresentaram um comportamento variado, com algumas categorias experimentando aumentos significativos, enquanto outras sofreram quedas. Um estudo realizado pela Universidade Veiga de Almeida (UVA), baseado nos dados do IPCA de março divulgados pelo IBGE, revela que os produtos normalmente escolhidos como presentes tiveram variações entre -9,68% e +20,95% no Rio de Janeiro ao longo dos últimos 12 meses. Durante o mesmo período, a inflação geral do Brasil foi de 4,14%.
Dentre os itens que mais se valorizaram, as joias e bijuterias foram as que mais se destacaram, com um aumento impressionante de 20,95% na capital fluminense, superando amplamente a média da inflação. Os sapatos femininos também apresentaram alta significativa, com uma variação de 8,46%, enquanto o grupo que abrange calçados e acessórios teve um crescimento de 4,49% no acumulado anual. Em contrapartida, as roupas femininas mostraram um aumento mais modesto de apenas 1,14%, ficando abaixo do índice geral.
Por outro lado, alguns itens registraram queda nos preços durante esse período. As bolsas tiveram uma redução de 2,50%, e os perfumes praticamente mantiveram seus preços estáveis, com uma leve queda de -0,11%.
A situação foi ainda mais acentuada entre os bens duráveis. O subgrupo relacionado a eletrodomésticos e equipamentos apresentou uma deflação considerável de 9,68% em 12 meses. Além disso, aparelhos telefônicos também sofreram um recuo nos preços de 3,75%.
No que diz respeito aos serviços, o cenário foi igualmente misto. A alta registrada em cinema, teatro e concertos foi de 4,71%, alinhando-se à inflação geral e refletindo a recuperação dos preços após o período pandêmico e o aumento na demanda por atividades recreativas. Em contraste, os pacotes turísticos viram uma diminuição nos custos de 2,64%, influenciada por promoções e ajustes nos preços após os picos anteriores.