Recentemente, ocorreu a reintrodução de araras-canindés (Ara Ararauna) na Mata Atlântica, especificamente no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. Essa ação tem como objetivo auxiliar na restauração ecológica desse importante bioma brasileiro. As araras, batizadas de Fernanda, Fátima e Sueli, foram trazidas de São Paulo e passaram por um processo de aclimatação antes de serem libertadas.
O Refauna, juntamente com o ICMBio e outros parceiros, coordenou essa iniciativa. Durante sete meses, as araras foram preparadas para viverem livremente, desenvolvendo suas habilidades de voo, interação social e adaptação alimentar. Cuidados especiais foram tomados para garantir a saúde e bem-estar dos animais, sendo que a presença de uma quarta arara, Selton, ainda está sendo monitorada devido a um processo de troca de penas que pode comprometer sua capacidade de voar com segurança.
As araras foram soltas com dispositivos de identificação e serão monitoradas de perto pela equipe do Refauna. O envolvimento da sociedade também é importante, sendo incentivado o envio de informações sobre avistamentos das araras através de um aplicativo de registro de fauna silvestre. Além disso, cursos de formação e ações educativas estão sendo planejadas para promover a conscientização ambiental.
O projeto prevê a reintrodução de mais araras-canindés nos próximos anos, visando não apenas o retorno dessas aves, mas também a possibilidade de reprodução e consolidação da população. Com a participação ativa de diversos atores, a expectativa é que até 50 araras sejam reintroduzidas ao longo dos próximos cinco anos, contribuindo para a preservação da biodiversidade da Mata Atlântica.