Home NotíciasTribunal de Justiça do Rio de Janeiro investe em frota de veículos blindados após incidentes com magistrados

Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro investe em frota de veículos blindados após incidentes com magistrados

por Amanda Clark

Após uma série de ameaças e ataques a magistrados, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) decidiu investir pesadamente em segurança. Serão adquiridos 320 carros blindados Toyota RAV4, totalizando um gasto de R$ 131,9 milhões. O foco é a proteção de desembargadores, juízes que trabalham em áreas criminais e jurados envolvidos em julgamentos de organizações criminosas.

Essa decisão ganha mais relevância após o atentado contra a juíza Tula Corrêa de Mello, que ocorreu em 30 de março deste ano. A juíza conseguiu escapar dos criminosos porque estava em um carro blindado particular e seguiu as orientações de direção defensiva do setor de segurança do tribunal. Infelizmente, seu marido, João Pedro Marquini, policial civil, foi morto ao dirigir um veículo não blindado à frente.

De acordo com a Resolução 435 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os tribunais devem adotar medidas de proteção aos magistrados, o que motivou o TJ-RJ a investir nessa nova frota que será substituída a cada cinco anos. Além dos carros, continuará existindo a escolta armada por policiais militares cedidos pela Secretaria de Polícia Militar e cursos de direção defensiva para os juízes.

A compra dos veículos foi justificada por meio de análise de custos e pesquisa de mercado, levando em consideração o volume necessário, o prazo de entrega de 180 dias e as especificações técnicas definidas pela Comissão de Políticas Institucionais e pelo setor de segurança do tribunal.

Segundo o estudo realizado, a compra resultará em uma economia estimada de R$ 326,3 mil por veículo em comparação com a locação, sem contar os reajustes anuais típicos dos contratos de aluguel. A escolha pelo Toyota RAV4 ocorreu devido à possibilidade de instalar uma blindagem mais robusta, essencial após o ataque à juíza Tula Corrêa.

O tribunal também destacou a presença de uma oficina própria para a manutenção dos veículos após o fim da garantia, visando reduzir custos operacionais e manter a frota em boas condições. Os 279 carros atualmente em operação serão leiloados para ajudar a financiar a nova frota de veículos blindados.

A preocupação com a segurança dos magistrados no Rio de Janeiro não é recente, especialmente após o assassinato da juíza Patricia Acioli em 2011. Desde então, o tribunal tem implementado diversas medidas para reforçar a proteção dos juízes, seguindo o trágico evento como um lembrete constante da vulnerabilidade dos juízes criminais no estado.

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