Home NotíciasProfissionais de saúde da APS dão início a greve de 3 dias a partir de hoje.

Profissionais de saúde da APS dão início a greve de 3 dias a partir de hoje.

por Amanda Clark

Profissionais da área da saúde do Rio de Janeiro, incluindo médicos e enfermeiros que atuam na Atenção Primária à Saúde (APS), estão dando início a uma nova paralisação de três dias, que ocorrerá entre os dias 23 e 25 de fevereiro. Esta decisão foi tomada em assembleias realizadas no último dia 11 e é uma resposta direta à atitude da Secretaria Municipal de Saúde, que tem ignorado as demandas e desrespeitado publicamente esses profissionais essenciais para a saúde básica da cidade.

Em uma reunião ocorrida no dia 10, após uma determinação do Tribunal Regional do Trabalho, a Prefeitura não aceitou as reivindicações não relacionadas a questões financeiras e voltou atrás nos compromissos de pagamento estabelecidos para 2025. Foi divulgado que não há previsão para ajustes de salários, nem um cronograma para regularizar os pagamentos atrasados da gratificação de desempenho (Variável 3).

A falta de consideração foi ainda mais evidente pela ausência do Secretário de Saúde na mesa de negociação e por seus comentários ofensivos nas redes sociais, chamando os manifestantes de “idiotas”.

Os profissionais de saúde enfatizam que a paralisação não é apenas sobre questões salariais, mas também sobre a dignidade do serviço público. Eles denunciam a precariedade dos atendimentos devido à falta de materiais nas farmácias das unidades, à alta carga de trabalho das equipes, às longas filas de espera no sistema de regulação (SISREG) e ao aumento da violência contra os profissionais nos postos de saúde. Todos esses fatores têm contribuído para a alta rotatividade de profissionais na atenção básica.

Os sindicatos Sinmed-RJ e SindEnf-RJ reforçam sua posição contra qualquer forma de retaliação ou assédio moral aos grevistas. Mesmo após demissões durante a última paralisação, a Secretaria Municipal de Saúde mostrou resistência em reintegrar esses profissionais, e este assunto será discutido em uma próxima audiência com o TRT na terça-feira.

Assim como na paralisação anterior, 30% dos profissionais garantirão o atendimento essencial nas clínicas da família, enquanto os outros 70% estarão fora das unidades, mobilizados.

Nesta segunda-feira, os profissionais realizarão ações em suas Áreas Programáticas. Na terça-feira, está previsto um Ato Unificado em frente ao TRT-RJ, antes de uma nova audiência de mediação. E na quarta-feira, as categorias realizarão novas assembleias para decidir os próximos passos.

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