No Rio de Janeiro, a ousadia do crime organizado encontrou uma nova plataforma de visibilidade. Através do Google Maps, amplamente utilizado para geolocalização, usuários estão catalogando e avaliando pontos de venda de drogas nas Zonas Norte e Oeste da cidade. Esses estabelecimentos são registrados sob categorias enganosas, como “Lojas” e “Farmácias”, operando com um nível de exposição que desconsidera a presença das forças policiais.
Um dos casos mais notáveis se dá no bairro do Jacaré, onde o local conhecido como “Boca da Praça” é listado no sistema a apenas 400 metros da Cidade da Polícia — sede das principais delegacias especializadas do estado. Em uma caminhada de apenas cinco minutos, os usuários conseguem chegar ao ponto de venda, que possui avaliações que ressaltam a “facilidade de compra” e o atendimento prestado pelos traficantes.
Comentários sobre a “Boca da Lapa” também chamam atenção; um usuário relata: “Cannabis de alta qualidade, em nenhum outro lugar você vai encontrar melhor”, enquanto outro menciona: “só remédio de qualidade”, referindo-se à classificação do local como “Farmácia”.
Ao entrar em contato com a Polícia Civil, o órgão informou por meio de sua assessoria que está realizando um trabalho contínuo e enérgico contra o narcotráfico e as facções criminosas. Segundo a comunicação oficial, “A Polícia Civil atua com estratégias baseadas em inteligência, investigações qualificadas e ações permanentes para identificar lideranças, desmantelar estruturas criminosas e responsabilizar os envolvidos, buscando enfraquecer essas organizações e seus efeitos na segurança pública”.
Foi feito um contato com o Google para obter uma declaração sobre a situação, mas não houve resposta até o momento. O DIÁRIO DO RIO permanece à disposição para qualquer posicionamento da empresa.