Uma força-tarefa no estado do Rio de Janeiro apreendeu 176,5 kg de café suspeito de adulteração durante uma operação realizada nesta quarta-feira (25). As autoridades estão mirando indústrias e redes de supermercados para coibir fraudes e garantir a segurança do consumidor.
Essa ação está sendo coordenada pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon) em parceria com o Procon-RJ, após receberem denúncias da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).
A fiscalização abrangeu oito estabelecimentos nas cidades de Volta Redonda, Barra Mansa e Três Rios. As amostras recolhidas serão analisadas para verificar a presença de impurezas ou substâncias irregulares.
O chamado “café fraudado” tem se tornado mais comum com o aumento do preço do café original. Muitas vezes, é comercializado como café puro, mas na verdade contém materiais estranhos ou é misturado com outros ingredientes.
De acordo com a legislação, é permitido uma tolerância máxima de 1% de impurezas naturais, como cascas e paus. Já a adição intencional de outros elementos, como milho ou resíduos, é considerada fraude.
O objetivo da fiscalização, segundo o secretário de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, é garantir que o consumidor adquira um produto de qualidade. Ele alerta para os riscos à saúde e financeiros de consumir café fora dos padrões.
A Abic, responsável pelas denúncias, destaca a parceria com os órgãos de fiscalização para combater essas irregularidades no setor.
Como forma de identificar café adulterado, especialistas recomendam que os consumidores fiquem atentos durante a compra. Alguns sinais de alerta são:
– Verificar o selo de qualidade da Abic, que garante controle de pureza e qualidade;
– Usar o aplicativo ABICafé ou escanear o QR Code na embalagem para verificar se o café é certificado e as características do produto;
– Desconfiar de preços muito baixos, pois podem indicar adulteração;
– Ler o rótulo cuidadosamente, evitando produtos rotulados como “bebida à base de café” ou “pó sabor café”, que podem conter impurezas e não ser 100% café.
Caso haja qualquer suspeita de irregularidade, os consumidores devem denunciar aos órgãos de defesa do consumidor. A operação de fiscalização continuará nos próximos dias em diferentes áreas do estado.