Home NotíciasNovo capítulo da revitalização do Jardim de Alah: obras de saneamento começam após o Carnaval

Novo capítulo da revitalização do Jardim de Alah: obras de saneamento começam após o Carnaval

por Amanda Clark

Cercado por tapumes e alvo de questionamentos por um grupo pequeno de moradores do entorno, a obra de revitalização do Jardim de Alah entra em uma nova etapa ainda este mês. A partir do dia 23, logo após o Carnaval, terá início a fase de modernização do sistema de saneamento do parque, considerada uma das intervenções estruturais mais importantes do projeto.

Responsável pela revitalização, o arquiteto Miguel Pinto Guimarães explicou, em entrevista à rádio local, que a intervenção vai ampliar a capacidade das adutoras de água e esgoto que passam pelas avenidas principais. Segundo ele, a atualização da rede é uma etapa essencial para viabilizar as obras estruturais do parque e será executada pela concessionária local, com duração estimada em cerca de quatro meses.

Nos últimos meses, o espaço passou por intervenções preparatórias, como sondagens técnicas e ajustes no terreno. O manejo de árvores também já foi concluído e, conforme o responsável pelo projeto, não há previsão de novas remoções.

A requalificação do Jardim de Alah avança dentro de um modelo de concessão com prazo de 35 anos. Orçada inicialmente em R$ 110 milhões, a intervenção teve o custo revisto e já supera os R$ 150 milhões. O projeto aposta na transformação do parque em um equipamento urbano multifuncional, inspirado em experiências internacionais. A proposta inclui a reconfiguração do canal, que será elevado ao nível da rua, além da construção de uma área subterrânea destinada a equipamentos públicos.

Nesse trecho abaixo do parque estão previstos uma creche municipal, ginásio, estacionamento, sanitários e pontos de atendimento ao público. Já na parte superior, o plano prevê a instalação de 45 operações comerciais, entre lojas, bares e restaurantes, numa tentativa de manter o espaço mais ativo ao longo do dia e da noite. Para financiar a manutenção, o modelo de gestão prevê a participação de empresas patrocinadoras, chamadas de benfeitoras, que poderão associar suas marcas a mobiliário urbano, ações culturais e eventos.

Embora o projeto tenha enfrentado ações judiciais e manifestações contrárias, o avanço das obras vem sendo bem recebido por parte expressiva da vizinhança e do comércio local. Empresários da região e representantes de empreendimentos próximos já manifestaram apoio à requalificação, assim como moradores da área.

Postagens relacionadas

Deixe um comentário

Are you sure want to unlock this post?
Unlock left : 0
Are you sure want to cancel subscription?
-
00:00
00:00
Update Required Flash plugin
-
00:00
00:00