Home NotíciasNova pesquisa revela que Niterói e Rio de Janeiro se destacam em “Soft Power” no estado

Nova pesquisa revela que Niterói e Rio de Janeiro se destacam em “Soft Power” no estado

por Amanda Clark

O conceito de “Soft Power” é bastante conhecido na diplomacia internacional como a forma pela qual os países exercem influência por meio da cultura e dos valores, sem recorrer à força. No entanto, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) decidiu aplicar essa ideia de uma forma mais local, analisando o charme e a capacidade de sedução dos municípios fluminenses. Assim, foi lançado o Mapa Rio Soft Power, um estudo inédito que busca avaliar como a reputação e a identidade locais podem impulsionar o desenvolvimento econômico.

A pesquisa avaliou 20 cidades em todo o estado, levando em consideração dez indicadores que variam desde dados tradicionais, como o PIB per capita e o IDH, até ativos intangíveis, como densidade criativa, patrimônio histórico e presença de indústrias culturais.

Segundo Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan, esse levantamento proporciona uma nova perspectiva sobre a economia do Rio.

“O Mapa Rio Soft Power mostra onde estão as forças tangíveis e intangíveis do estado. Compreender o conceito de soft power é entender como a reputação e a identidade também podem impulsionar o desenvolvimento socioeconômico”, afirma Caetano.

Classificação de Influência

O estudo dividiu os municípios em três categorias com base na pontuação obtida. Um ponto que chama a atenção é a liderança de Niterói, que obteve a pontuação máxima (100), superando até mesmo a capital.

Soft Power Influente: Niterói (100), Rio de Janeiro (92), Nova Friburgo (88), Petrópolis (84), Teresópolis (84), Angra dos Reis (80) e Campos dos Goytacazes (80).

Soft Power Consolidado: Paraty (76), Vassouras (72), Três Rios (72), Itaguaí (72), Duque de Caxias (72), Paraíba do Sul (64), São João da Barra (60) e Itaperuna (56).

Soft Power Em Desenvolvimento: Nova Iguaçu (48), Santo Antônio de Pádua (48), São Gonçalo (44), Guapimirim (44) e Carmo (40).

Potencial Futuro e Recomendações

Mais do que simplesmente um ranking, o Mapa funciona como um guia estratégico. Julia Zardo, gerente de Ambientes de Inovação da Firjan, destaca que o objetivo é transformar o imaterial em valor tangível.

“Além de medir o PIB, buscamos identificar o potencial futuro. Talvez essa seja a habilidade que o Rio sempre teve de melhorar: transformar o imaterial em valor e esse valor em influência”, destaca a coordenadora da pesquisa.

O estudo aponta as vocações específicas de cada região e sugere ações estratégicas para impulsionar o desenvolvimento:

Rio e Niterói: Urbanismo e Cultura No caso da capital, o desafio é fortalecer o modelo de cidade criativa, ampliando o uso misto (moradia e lazer) no Centro e na Zona Portuária. Também é sugerido valorizar as favelas como centros de produção estética. Em Niterói, a aposta está na mobilidade sustentável e na ativação do Caminho Niemeyer como um corredor cultural contínuo.

Baixada Fluminense: Potencial Urbano Para Duque de Caxias, a recomendação é integrar a indústria da moda e música à arte de rua. Já em Nova Iguaçu, o foco deve ser fortalecer movimentos como o skate e o grafite, além de valorizar a moda periférica. Para São Gonçalo, a segunda cidade mais populosa do estado, é fundamental formalizar empreendimentos criativos e valorizar a identidade local por meio do audiovisual e design.

Costa Verde: Economia do Mar Em regiões como Angra dos Reis e Paraty, o “Soft Power” está relacionado ao mar. A sugestão é combinar turismo científico, energia limpa e cultura caiçara. Paraty, reconhecida pela Unesco, deve utilizar seu título de Patrimônio Misto como um selo de valor para produtos e serviços locais.

Serra e Interior: História e Inovação Na Região Serrana, Petrópolis é encorajada a unir seu passado imperial com sua vocação tecnológica, conectando ciência e mercado. No Vale do Café, Vassouras deve investir no turismo histórico e nas raízes afro-brasileiras, como o jongo, além de atrair produções audiovisuais. Já no Noroeste, Santo Antônio de Pádua pode agregar valor às suas rochas ornamentais transformando-as em uma marca territorial com Indicação Geográfica.

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