Home NotíciasHabitantes do Joá exigem revogação de licença do Clube Costa Brava por desrespeito às normas de eventos.

Habitantes do Joá exigem revogação de licença do Clube Costa Brava por desrespeito às normas de eventos.

por Amanda Clark

Moradores do Joá, na Zona Sudoeste do Rio, estão acusando o Clube Costa Brava de realizar eventos irregulares e estão pedindo a cassação do alvará de funcionamento do local. O problema veio à tona na última terça-feira (31), quando a montagem de estruturas de grande porte e palcos preocupou as associações Sociedade de Amigos do Joá (Sajo) e Alto Joá, que relataram a programação de festas e atividades para o feriado da Páscoa.

Segundo os representantes das associações, o clube é alugado há anos para eventos como casamentos, formaturas e seminários corporativos, atividades que não estão autorizadas oficialmente no local. Questionado sobre as acusações, o Clube Costa Brava informou que a cobertura instalada será usada apenas para um casamento e não comentou sobre as outras alegações.

O advogado das associações e coordenador do Grupo Ação Ecológica (GAE), Rogério Zouein, afirmou que protocolou um pedido de cassação do alvará no primeiro semestre do ano passado, mas até agora não obteve resposta das autoridades. Ele também mencionou que o clube realizou eventos com venda de ingressos ao público externo, funcionando como uma casa de festas, prática que foi suspensa após reuniões com o Ministério Público.

Além disso, o espaço passou a ser alugado para terceiros organizarem grandes festas privadas, causando impacto na vizinhança. Outra questão em debate é a utilização de uma área externa do clube, originalmente destinada ao uso público e cedida pela prefeitura para quadras de futebol dos associados há mais de 20 anos. Segundo Zouein, essa área está sendo alugada irregularmente por hora, sete dias por semana, e já foi alvo de interdição pela fiscalização municipal.

As associações também mencionaram o constante barulho e aumento do fluxo de veículos ao redor do clube. Zouein comentou: “O que existe ali é tolerado como um clube social, mas não como uma casa de festas. Já teve moradores com mais de 80 anos que precisaram se hospedar em hotéis para conseguir dormir.”

O caso está sendo acompanhado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Meio Ambiente da Capital. O advogado enfatizou a necessidade de ações mais firmes por parte da prefeitura. “A prefeitura poderia agir com mais efetividade, inclusive judicialmente”, acrescentou.

A Secretaria Municipal de Ordem Pública informou que o clube possui um alvará ativo, que chegou a ser suspenso, mas foi reativado após o cumprimento das exigências do Ministério Público. Uma vistoria recente confirmou que as estruturas montadas são para um casamento, atividade que não exige autorização prévia da prefeitura. A secretaria não se pronunciou sobre outras denúncias de eventos ou sobre o uso comercial das quadras.

O caso gerou debates nas redes sociais, com alguns moradores reforçando as reclamações sobre o barulho e a falta de fiscalização. Outros mencionaram preocupações ambientais e construções irregulares na região. O debate continua intenso, com moradores, associações, Ministério Público e prefeitura acompanhando de perto a situação e considerando possíveis medidas legais e de fiscalização.

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