A Força Municipal, divisão de elite da Guarda Municipal do Rio, começará a atuar nas ruas a partir de domingo, 15 de março. O grupo foi apresentado nesta terça-feira (10), durante reunião do Compstat Rio, e terá como missão o patrulhamento ostensivo e preventivo em áreas com grande incidência de roubos e furtos.
A estreia da nova tropa será em dois pontos considerados prioritários pela prefeitura: o entorno da Rodoviária do Rio, do Terminal Gentileza e da Estação Leopoldina, além da região do Jardim de Alah. A ideia é concentrar a presença dos agentes nos horários em que esse tipo de crime acontece com mais frequência.
Segundo a prefeitura, a atuação será feita com base em dados e evidências, em um modelo complementar às forças estaduais de segurança. “O que estamos fazendo é gestão de segurança pública. Nem o prefeito e nem o vice são especialistas em segurança pública. Mas tanto o prefeito quanto o vice sabem escolher os quadros adequados e fazer a gestão adequada para que o combate à criminalidade se dê a partir de dados e evidências. O que estamos apresentando aqui é uma política de segurança pública municipal complementar às forças policiais estaduais. Tudo baseado em dados e evidências, isso que dá resultado na vida e na segurança das pessoas. Os agentes da Força Municipal estarão nas ruas para atuar em defesa da população”, afirmou Eduardo Paes.
Além dessas duas áreas iniciais, outros 20 perímetros já foram definidos para a expansão do policiamento ostensivo da nova divisão. A implementação será gradual e seguirá a ordem indicada pelas análises do Compstat.
Na chamada Base Litorânea, a lista inclui áreas como Arpoador, Avenida Atlântica, o trecho entre General Osório e Nossa Senhora da Paz, o entorno do Rio Sul, a região do Metrô Botafogo, Rua São Clemente, Rua Voluntários da Pátria, Praia de Botafogo, Rua Marquês de Abrantes, além do eixo entre Presidente Vargas, Campo de Santana, Central do Brasil e Cinelândia. Também entram nesse grupo a área entre a Praça Santos Dumont e o Parque dos Patins, além de trechos da Avenida das Américas, Avenida Lúcio Costa e Avenida Ayrton Sena.
Na Base Norte, os pontos definidos incluem o entorno da Estação Maracanã e da UERJ, as áreas entre as estações São Francisco Xavier e Afonso Pena, a região entre Méier e Cachambi, o trecho entre Del Castilho e o Norte Shopping, além de Madureira e Marechal Hermes.
Já a Base Oeste vai abranger áreas de Bangu, Campo Grande e Santa Cruz, com foco em regiões de calçadão, estações de trem e centros comerciais.
As abordagens, segundo a prefeitura, seguirão procedimentos operacionais padronizados e terão caráter proativo. Os agentes vão observar comportamentos considerados atípicos a partir do padrão dos crimes registrados em cada região.
“Faremos um trabalho de policiamento ostensivo e preventivo. Uma atuação proativa nas ruas por meio dos quadros de missão dirigida e foco nas manchas criminais de furtos e roubos num papel complementar ao das forças policiais. São guardas que já conhecem a cidade, que foram bem treinados e que serão bem remunerados, equipados e monitorados. O objetivo da Força Municipal é estar nas ruas para reduzir os índices de roubos e furtos nas regiões e horários específicos com grande incidência desses crimes. Vamos entrar nessas áreas de forma progressiva ao longo do tempo”, destacou Brenno Carnevale, secretário municipal de Segurança Urbana.
Cada área contará com um supervisor responsável por coordenar os chamados Quadros de Missão Dirigida, ferramenta usada no planejamento diário das ações. Por meio desse sistema, os agentes recebem informações sobre objetivos, áreas de atuação, trajetos e orientações estratégicas.
A Força Municipal terá três bases operacionais: uma no Leblon, outra em Inhoaíba, no Parque Oeste, e uma terceira em Piedade, no Parque Piedade. Cada uma delas conta com cerca de 500 metros quadrados de área construída, com setores administrativos, vestiários, refeitório, estacionamento e paiol para guarda de armamentos.
No patrulhamento, os agentes vão usar veículos como pick-ups, motos e vans, além de circular a pé em duplas ou trios. O equipamento individual inclui pistolas Glock, tonfas, tasers, spray de pimenta, gás lacrimogêneo, câmeras corporais de uso obrigatório e dispositivo móvel de gestão e monitoramento operacional.